FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2015
A possibilidade de que, por desconhecimento, uma aneurismectomia da aorta infra- renal possa criar um problema isquêmico para o colo sigmoide é maior, se a seguinte artéria estiver pérvia e funcionante:
Ligadura da AMI em aneurismectomia → risco de isquemia sigmoide se circulação colateral insuficiente.
Durante a aneurismectomia da aorta infra-renal, a ligadura da artéria mesentérica inferior (AMI) é frequentemente necessária. Se a AMI for a principal fonte de suprimento sanguíneo para o cólon sigmoide e as colaterais (como a artéria marginal de Drummond e as arcadas de Riolan) não forem adequadas, sua oclusão pode levar à isquemia do cólon sigmoide.
A aneurismectomia da aorta infra-renal é um procedimento cirúrgico comum para corrigir aneurismas da aorta abdominal. Durante a cirurgia, a ligadura da artéria mesentérica inferior (AMI) é frequentemente necessária, pois esta artéria geralmente se origina da porção aneurismática da aorta. Embora a maioria dos pacientes tolere bem a ligadura da AMI devido a uma rica rede de circulação colateral, existe o risco de isquemia colônica, particularmente no cólon sigmoide. A irrigação sanguínea do cólon é complexa, envolvendo a artéria mesentérica superior (AMS) e a artéria mesentérica inferior (AMI). A AMI é responsável pelo suprimento do cólon descendente, sigmoide e parte superior do reto. A proteção contra a isquemia em caso de oclusão da AMI é fornecida por anastomoses colaterais, principalmente a artéria marginal de Drummond (que conecta a artéria cólica média, ramo da AMS, com a artéria cólica esquerda, ramo da AMI) e as arcadas de Riolan. Se a artéria mesentérica inferior estiver pérvia e for a principal fonte de suprimento para o cólon sigmoide, e as colaterais forem insuficientes ou estiverem comprometidas por doença aterosclerótica, sua ligadura durante a aneurismectomia pode levar a isquemia grave do cólon sigmoide. A avaliação pré-operatória da patência da AMI e da circulação colateral, bem como a monitorização intraoperatória da perfusão colônica, são importantes para mitigar esse risco. Em casos de isquemia, a revascularização ou ressecção do segmento isquêmico pode ser necessária.
A artéria mesentérica inferior (AMI) irriga o cólon descendente, sigmoide e parte superior do reto. Em muitos indivíduos, ela é crucial para o suprimento sanguíneo do cólon esquerdo, especialmente se as colaterais forem insuficientes.
A circulação colateral, principalmente através da artéria marginal de Drummond (que conecta a artéria cólica média da AMS com a cólica esquerda da AMI) e as arcadas de Riolan, pode compensar a oclusão de uma das artérias mesentéricas, mantendo a perfusão intestinal.
Fatores de risco incluem doença aterosclerótica extensa, ligadura da AMI sem colaterais adequadas, hipotensão prolongada, uso de vasopressores e embolização distal durante o procedimento.
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