UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Marque a alternativa correta que contém somente artérias em que há indicação de tratar todos os aneurismas que estiverem nestes vasos, independentemente do tamanho e/ou presença de sintomas associados.
Aneurismas viscerais (exceto esplênico/hepático) → Tratar sempre, independente do tamanho.
Diferente dos aneurismas esplênicos e hepáticos, que possuem limiares de tamanho (2cm), os aneurismas das artérias mesentérica superior, gastroduodenal e gástricas devem ser tratados ao diagnóstico devido ao alto risco de ruptura.
Os aneurismas de artérias viscerais (AAV) são raros, mas potencialmente fatais. A maioria é assintomática e diagnosticada incidentalmente em exames de imagem. A decisão terapêutica baseia-se no risco de ruptura versus o risco do procedimento. Enquanto o aneurisma da artéria esplênica (60% dos casos) e da artéria hepática (20%) seguem critérios de tamanho, os aneurismas de ramos menores ou da mesentérica superior são muito mais instáveis. Aneurismas das artérias gastroduodenais e pancreatoduodenais estão frequentemente associados a processos inflamatórios como pancreatite crônica (pseudoaneurismas), o que aumenta ainda mais a fragilidade da parede vascular. O tratamento imediato é mandatório nesses casos para prevenir hemorragia digestiva maciça ou hemoperitônio.
Devem ser tratados ao diagnóstico, independentemente do diâmetro ou sintomas, os aneurismas das artérias: gastroduodenal, pancreatoduodenal, mesentérica superior, gástrica esquerda, gástrica direita e gástricas curtas. Esses vasos apresentam um risco de ruptura desproporcionalmente alto em relação ao seu calibre, com taxas de mortalidade significativas em caso de sangramento agudo.
O aneurisma de artéria esplênica é o mais comum dos aneurismas viscerais e possui uma história natural melhor documentada. O tratamento é geralmente indicado quando o diâmetro atinge 2,0 cm, em mulheres grávidas ou que planejam engravidar (devido ao alto risco de ruptura no terceiro trimestre) e em pacientes sintomáticos ou com hipertensão portal. Para aneurismas menores que 2 cm em pacientes assintomáticos, a observação com exames de imagem seriados é aceitável.
As opções incluem o tratamento endovascular (embolização com molas, agentes líquidos ou stents revestidos) e a cirurgia aberta (aneurismectomia com ou sem revascularização). A escolha depende da localização anatômica, da necessidade de manter o fluxo distal para o órgão alvo e das condições clínicas do paciente. Atualmente, a abordagem endovascular é a primeira linha para a maioria dos aneurismas viscerais devido à menor morbidade.
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