AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Paciente, 69 anos, branco, casado, apresentou quadro de angina de peito, com início dos sintomas há oito meses. Refere cansaço e falta de ar nos últimos dois meses, principalmente ao subir escadas ou rampas. Relata ter hipertensão arterial e diabetes. Tem história familiar para doença arterial coronariana (irmão já submetido à angioplastia percutânea e pai à revascularização do miocárdio). Após investigação (teste de esforço, ecocardiograma bidimensional e cintilografia miocárdica), foi realizada cinecoronariografia. Estes exames revelaram aneurisma ventricular esquerdo (AVE). Assinale a resposta correta.
Aneurisma ventricular esquerdo pós-IAM → mais comum após oclusão da artéria interventricular anterior (DA).
O aneurisma ventricular esquerdo é uma complicação tardia do infarto agudo do miocárdio (IAM), caracterizado por uma área discinética ou acinética da parede ventricular. É mais frequentemente associado à oclusão da artéria interventricular anterior (descendente anterior), que irriga uma grande porção do ventrículo esquerdo.
O aneurisma ventricular esquerdo (AVE) é uma complicação grave e tardia do infarto agudo do miocárdio (IAM), especialmente aqueles que afetam a parede anterior do ventrículo esquerdo. Sua identificação e manejo são cruciais devido ao impacto significativo na função cardíaca e no prognóstico do paciente. A formação do AVE ocorre quando uma área infartada da parede ventricular se torna necrótica, adelgaçada e substituída por tecido fibrótico, que se distende paradoxalmente durante a sístole. A artéria coronária mais frequentemente envolvida na oclusão que leva ao AVE é a artéria interventricular anterior (descendente anterior), responsável pela irrigação da parede anterior e septo interventricular. As manifestações clínicas do AVE podem incluir insuficiência cardíaca, angina refratária, arritmias ventriculares e eventos tromboembólicos sistêmicos. O diagnóstico é feito por ecocardiograma e cinecoronariografia. O tratamento pode variar desde manejo clínico com anticoagulação até intervenção cirúrgica (aneurismectomia) em casos selecionados para melhorar a função ventricular e reduzir complicações.
É uma complicação tardia do infarto agudo do miocárdio, caracterizada por uma área da parede do ventrículo esquerdo que se torna fina, fibrótica e se move paradoxalmente (discinética) durante a sístole.
A oclusão da artéria interventricular anterior (descendente anterior) é a principal causa, pois irriga uma vasta área do ventrículo esquerdo, e seu infarto pode levar a uma grande cicatriz e formação de aneurisma.
As complicações incluem insuficiência cardíaca, arritmias ventriculares, angina, e tromboembolismo sistêmico devido à estase sanguínea dentro do aneurisma.
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