UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
Paciente de 60 anos, sexo feminino, tabagista apresentou ao exame físico a presença de tumoração pulsátil em região de epigastro, na linha mediana. A angiotomografia evidenciou dilatação (diâmetro 6,0 cm) dos segmentos torácico e abdominal da artéria aorta, com início a partir da artéria subclávia esquerda, acometendo toda artéria torácica descendente e artéria aorta abdominal até sua bifurcação. Não foi evidenciado neste exame a presença de laceração da íntima ou qualquer outro sinal de dissecção ou rotura da artéria aorta. Assim sendo, como se classifica a alteração descrita na artéria aorta?
Aneurisma toracoabdominal (ATA) → Classificação de Crawford (extensão) e Safi (subtipos).
A classificação de Crawford para aneurismas toracoabdominais (ATA) baseia-se na extensão do acometimento da aorta torácica e abdominal. O tipo II é o mais extenso, envolvendo a maior parte da aorta torácica descendente e a aorta abdominal, desde a subclávia esquerda até a bifurcação ilíaca.
Os aneurismas toracoabdominais da aorta (ATA) são dilatações patológicas que envolvem tanto a aorta torácica descendente quanto a aorta abdominal. São condições graves com alto risco de ruptura, morbidade e mortalidade, exigindo diagnóstico preciso e manejo especializado. A presença de uma massa pulsátil em epigastro, especialmente em pacientes com fatores de risco como tabagismo, deve levantar a suspeita. A classificação de Crawford, modificada por Safi, é o sistema mais utilizado para descrever a extensão anatômica dos aneurismas toracoabdominais. Essa classificação é crucial para o planejamento cirúrgico e a avaliação do prognóstico. O Tipo II de Crawford é o mais extenso, caracterizado pelo acometimento da maior parte da aorta torácica descendente e da aorta abdominal, estendendo-se desde a artéria subclávia esquerda até a bifurcação ilíaca. A angiotomografia é o exame de imagem padrão-ouro para o diagnóstico, mensuração e planejamento da abordagem dos aneurismas da aorta. A correta classificação do aneurisma é fundamental para a equipe cirúrgica, pois os diferentes tipos de Crawford implicam em variações na técnica operatória, no manejo da perfusão medular e no risco de complicações, como a paraplegia.
A classificação de Crawford é utilizada para aneurismas toracoabdominais da aorta, focando na extensão do acometimento. A classificação de DeBakey é para dissecções da aorta, descrevendo o local de origem e a extensão da dissecção.
Os principais tipos são: Tipo I (aorta torácica descendente proximal e abdominal superior), Tipo II (aorta torácica descendente da subclávia esquerda até a bifurcação ilíaca), Tipo III (aorta torácica descendente distal e abdominal) e Tipo IV (apenas aorta abdominal).
Os principais fatores de risco incluem tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, idade avançada, aterosclerose e histórico familiar de aneurismas.
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