UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
O termo aneurisma micótico é definido quando há infecção de um aneurisma:
Aneurisma 'micótico' = Aneurisma infectado por bactérias (geralmente via hematogênica), não fungos.
O termo é um erro histórico de nomenclatura; refere-se a aneurismas resultantes de infecção bacteriana da parede arterial, frequentemente por êmbolos sépticos.
Aneurismas micóticos (ou aneurismas infectados) são dilatações arteriais decorrentes da destruição da parede do vaso por um processo infeccioso. A fisiopatologia envolve a colonização bacteriana da túnica média, seja por êmbolos sépticos nos vasa vasorum, extensão direta de um foco adjacente ou inoculação traumática. O tratamento exige antibioticoterapia prolongada e, frequentemente, desbridamento cirúrgico com revascularização (preferencialmente extra-anatômica para evitar áreas infectadas).
O termo foi cunhado por William Osler em 1885 para descrever a aparência macroscópica de 'cogumelo' das vegetações em um paciente com endocardite, mas refere-se a infecções bacterianas da parede arterial.
Os patógenos mais comuns são Staphylococcus aureus, Streptococcus e Salmonella spp. A infecção geralmente ocorre por disseminação hematogênica de um foco distante, como endocardite ou pneumonia.
O diagnóstico baseia-se na tríade de febre, dor localizada e massa pulsátil, corroborada por hemoculturas positivas e exames de imagem como a Angio-TC, que mostra dilatação arterial sacular e sinais de inflamação perivascular.
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