Aneurisma Esplênico Roto: Embolização como Conduta Inicial

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023

Enunciado

Uma puérpera 32 anos de idade procura o pronto-socorro com queixa de fraqueza, sonolência, náuseas e dor abdominal súbita. Nega antecedentes médicos significativos. Está em bom estado geral, mas descorada. Pulso: 110 bpm, regular. PA: 90 × 50 mmHg. Após reanimação volêmica, o pulso é 95 bpm. O abdome está distendido e é doloroso difusamente. Não tem sinais de irritação peritoneal. A tomografia mostra grande quantidade de líquido livre e aneurisma esplênico, com pequeno extravasamento arterial de contraste. A melhor conduta de urgência é:

Alternativas

  1. A) Ligadura da artéria esplênica por videolaparoscopia.
  2. B) Ligadura da artéria esplênica por laparotomia.
  3. C) Esplenectomia por videolaparoscopia. 
  4. D) Embolização arterial.
  5. E) Esplenectomia por via aberta. 

Pérola Clínica

Aneurisma esplênico roto com extravasamento ativo e estabilidade hemodinâmica relativa → embolização arterial é a conduta de escolha.

Resumo-Chave

Em pacientes com aneurisma esplênico roto e sangramento ativo, mas que apresentam alguma estabilidade hemodinâmica após reanimação volêmica, a embolização arterial guiada por angiografia é a abordagem preferencial. É menos invasiva que a cirurgia e permite oclusão precisa do vaso sangrante, preservando o baço sempre que possível.

Contexto Educacional

O aneurisma da artéria esplênica (AAE) é o terceiro aneurisma visceral mais comum, sendo mais frequente em mulheres multíparas e puérperas devido às alterações hormonais e hemodinâmicas da gravidez. A ruptura do AAE é uma emergência médica grave, com alta mortalidade, especialmente se não for diagnosticada e tratada rapidamente. A dor abdominal súbita e o choque hipovolêmico são manifestações comuns. O diagnóstico é frequentemente feito por exames de imagem como a tomografia computadorizada com contraste, que pode revelar líquido livre abdominal e o aneurisma com extravasamento ativo. A estabilização hemodinâmica inicial com fluidos é crucial. A conduta de urgência para aneurisma esplênico roto com extravasamento ativo depende da estabilidade hemodinâmica do paciente. Em pacientes que respondem à reanimação volêmica e apresentam alguma estabilidade, a embolização arterial guiada por angiografia é a opção preferencial. É um procedimento minimamente invasivo que permite oclusão seletiva do vaso sangrante, com menor morbidade e mortalidade em comparação com a cirurgia aberta (esplenectomia ou ligadura). A cirurgia é reservada para pacientes instáveis que não respondem à reanimação ou quando a embolização falha ou não está disponível.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para aneurisma esplênico?

Os fatores de risco incluem multiparidade, gravidez, hipertensão portal, pancreatite, vasculites, trauma e displasia fibromuscular. Mulheres multíparas são particularmente suscetíveis.

Quando a embolização arterial é indicada para aneurisma esplênico roto?

A embolização é indicada em pacientes com aneurisma esplênico roto e sangramento ativo que estão hemodinamicamente estáveis ou que respondem à reanimação volêmica, permitindo a preservação do baço.

Quais as vantagens da embolização sobre a cirurgia no aneurisma esplênico?

A embolização é um procedimento minimamente invasivo, associado a menor morbidade, menor tempo de internação e possibilidade de preservação do baço, evitando os riscos de esplenectomia.

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