HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2022
Sobre os aneurismas da artéria esplênica, assinale a assertiva incorreta:
Aneurisma artéria esplênica: mais comum em mulheres multíparas e com hipertensão portal, alto risco de ruptura na gravidez.
Os aneurismas da artéria esplênica são mais prevalentes em mulheres, especialmente multíparas, e em pacientes com hipertensão portal. A gravidez aumenta significativamente o risco de ruptura, que tem alta mortalidade materno-fetal, tornando o manejo crucial.
Os aneurismas da artéria esplênica são os aneurismas viscerais mais comuns, representando cerca de 60% de todos os aneurismas esplâncnicos. Embora frequentemente assintomáticos, sua ruptura é uma emergência médica com alta mortalidade, especialmente em gestantes. A prevalência é maior em mulheres, particularmente multíparas, e em pacientes com hipertensão portal, devido às alterações hemodinâmicas e degenerativas da parede arterial. O diagnóstico geralmente ocorre incidentalmente em exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Fatores como tamanho do aneurisma (>2 cm), crescimento rápido, sintomas (dor abdominal) e condições de alto risco (gravidez, hipertensão portal, aneurismas micóticos) influenciam a decisão de tratamento. Aneurismas micóticos, resultantes de infecções, têm alto risco de ruptura e exigem tratamento cirúrgico preferencialmente. O tratamento pode variar desde a observação em casos de baixo risco até intervenção endovascular (embolização) ou cirurgia aberta (ressecção do aneurisma, com ou sem esplenectomia). A decisão terapêutica é individualizada, considerando o risco de ruptura versus o risco do procedimento. É crucial que residentes compreendam a epidemiologia e os fatores de risco para um manejo adequado e prevenção de complicações graves.
Os principais fatores incluem hipertensão portal, multiparidade, gravidez, vasculites, trauma e infecções (aneurismas micóticos). É o aneurisma visceral mais comum.
As alterações hormonais e hemodinâmicas da gravidez, como aumento do volume sanguíneo e do débito cardíaco, além da degeneração da parede arterial, contribuem para o maior risco de ruptura.
Aneurismas micóticos são considerados de alto risco para ruptura e devem ser tratados cirurgicamente, geralmente com ressecção e revascularização, ou esplenectomia se necessário, devido ao risco de infecção e embolia.
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