HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025
Sobre os aneurismas esplâncnicos considere as afirmações abaixo: 1. São raros e achados com frequencia incidentalmente 2. O aneurisma de artéria esplênica é o mais comum 3. São mais comuns em mulheres do que em homens 4. Gravidez está associada a maior risco de ruptura
Aneurismas esplâncnicos são raros, o de artéria esplênica é o mais comum, mais em mulheres, e gravidez ↑ risco de ruptura.
Os aneurismas de artérias esplâncnicas, embora raros, são achados importantes, sendo o aneurisma de artéria esplênica o mais prevalente. A maior incidência em mulheres, especialmente durante a gravidez, destaca a necessidade de atenção especial a esse grupo devido ao risco aumentado de ruptura, uma complicação potencialmente fatal.
Os aneurismas de artérias esplâncnicas são dilatações anormais das artérias viscerais, sendo considerados raros na prática clínica. No entanto, são achados incidentalmente com frequência crescente devido ao uso disseminado de exames de imagem. O aneurisma de artéria esplênica (AAE) é o mais comum, representando cerca de 60% de todos os aneurismas viscerais, seguido pelos aneurismas da artéria hepática e mesentérica superior. Embora a maioria seja assintomática, a ruptura é uma complicação grave com alta taxa de mortalidade. A fisiopatologia envolve fatores como aterosclerose, hipertensão, displasia fibromuscular e doenças do tecido conjuntivo. É notável que os AAEs são mais comuns em mulheres do que em homens, especialmente em mulheres multíparas, sugerindo um papel dos fatores hormonais e hemodinâmicos relacionados à gravidez. A gravidez, em particular, é um fator de risco significativo para a ruptura de AAEs, devido às alterações hemodinâmicas e hormonais que afetam a integridade da parede arterial, tornando o rastreamento e manejo em gestantes de alto risco uma consideração importante. O manejo de aneurismas esplâncnicos depende do tamanho, localização, sintomas e fatores de risco para ruptura. Aneurismas maiores que 2 cm, sintomáticos ou em pacientes com alto risco (como gestantes) geralmente requerem intervenção, que pode ser endovascular ou cirúrgica. O prognóstico é bom para aneurismas tratados eletivamente, mas a mortalidade é alta em casos de ruptura. A vigilância e o conhecimento dos fatores de risco são essenciais para a prevenção de complicações fatais.
O aneurisma de artéria esplênica (AAE) é o mais comum entre os aneurismas esplâncnicos. Fatores de risco incluem hipertensão, aterosclerose, multiparidade, doenças do tecido conjuntivo, vasculites e hipertensão portal.
A gravidez aumenta o risco de ruptura devido a alterações hormonais (progesterona e estrogênio que afetam a parede vascular), aumento do volume sanguíneo, do débito cardíaco e da pressão intra-abdominal, que podem levar à dilatação e enfraquecimento da parede do aneurisma.
Devido à sua natureza assintomática na maioria dos casos, os aneurismas esplâncnicos são frequentemente diagnosticados incidentalmente durante exames de imagem realizados por outras razões, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética abdominal.
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