CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2025
Um paciente de 58 anos, hipertenso e tabagista, em acompanhamento ambulatorial apresentou achado de aumento de diâmetro de aorta ascendente em tomografia de tórax realizada para avaliação de quadro respiratório. O paciente é assintomático, no momento; ao ecocardiograma sem sinais de insuficiência aórtica ou comprometimento da função ventricular; a angiotomografia de aorta confirmou dilatação da aorta ascendente com maior diâmetro de 5,8 cm. Dentre os itens abaixo, qual a conduta mais adequada para este paciente?
Aneurisma de aorta ascendente > 5,5 cm (ou > 5,0 cm em pacientes de risco) → indicação de cirurgia eletiva para correção.
Um aneurisma de aorta ascendente com diâmetro de 5,8 cm em um paciente assintomático, mesmo sem insuficiência aórtica, ultrapassa o limiar de 5,5 cm para indicação de cirurgia eletiva, devido ao risco de dissecção ou ruptura.
O aneurisma da aorta ascendente é uma dilatação patológica da porção da aorta que se origina do ventrículo esquerdo. É uma condição grave, frequentemente assintomática até que ocorram complicações catastróficas como dissecção ou ruptura, que possuem alta morbimortalidade. Fatores de risco incluem hipertensão, tabagismo, idade avançada e doenças do tecido conjuntivo. O diagnóstico é geralmente incidental, por exames de imagem como ecocardiograma ou tomografia de tórax. O manejo depende do diâmetro do aneurisma e da presença de sintomas ou comorbidades. O controle rigoroso da pressão arterial é essencial para reduzir a taxa de crescimento. A indicação cirúrgica eletiva é o ponto chave. Para aneurismas da aorta ascendente, o limiar geralmente aceito para cirurgia é um diâmetro igual ou superior a 5,5 cm. Em pacientes com síndromes genéticas (ex: Marfan) ou bivalvopatia aórtica, esse limiar pode ser reduzido para 5,0 cm. A cirurgia envolve a substituição da porção dilatada da aorta por um tubo de Dacron, prevenindo a dissecção ou ruptura.
A indicação clássica para cirurgia eletiva em aneurismas da aorta ascendente é um diâmetro igual ou superior a 5,5 cm. Em pacientes com síndromes genéticas (ex: Marfan) ou fatores de risco adicionais, o limiar pode ser menor (5,0 cm).
Os principais riscos de não operar um aneurisma de aorta ascendente que atingiu o diâmetro cirúrgico são a dissecção aórtica e a ruptura, ambas condições catastróficas com alta mortalidade.
O controle rigoroso de fatores de risco como hipertensão arterial e tabagismo é fundamental para reduzir a taxa de crescimento do aneurisma e diminuir o risco de complicações, tanto antes quanto após a cirurgia.
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