HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2023
Homem, 68 anos, foi levado por familiares ao serviço de emergência médica, apresentando mal-estar e dor abdominal difusa, de início súbito há cerca de 30 minutos. PA: 90 x 60 mmHg, FC: 115 bpm. Ao exame, observa-se massa pulsátil em região de mesogastro. Paciente com histórico de angioplastia com Stent, hipertensão e tabagismo há 35 anos, 40 cigarros/dia. O diagnóstico e conduta, neste caso, são
AAAR: dor abdominal súbita + massa pulsátil + choque → USG beira leito + cirurgia urgente.
A tríade clássica de dor abdominal/lombar súbita, massa abdominal pulsátil e hipotensão em paciente com fatores de risco para doença aterosclerótica é altamente sugestiva de aneurisma de aorta abdominal roto. Em pacientes instáveis, o ultrassom à beira do leito é a ferramenta diagnóstica de escolha para confirmar e agilizar a conduta cirúrgica.
O aneurisma de aorta abdominal roto (AAAR) é uma emergência médica grave com alta mortalidade, sendo crucial o diagnóstico e tratamento rápidos. Acomete principalmente homens idosos com histórico de tabagismo, hipertensão e aterosclerose. A ruptura do aneurisma leva a hemorragia retroperitoneal maciça, resultando em choque hipovolêmico e dor intensa, sendo uma das principais causas de morte súbita abdominal em idosos. A suspeita clínica é fundamental, baseada na tríade clássica de dor abdominal/lombar súbita, massa pulsátil abdominal e hipotensão. O exame físico pode revelar a massa pulsátil, mas a instabilidade hemodinâmica é o sinal mais alarmante. Em pacientes instáveis, o ultrassom à beira do leito (POCUS) é o exame de escolha, pois é rápido, não invasivo e pode confirmar a presença do aneurisma e líquido livre na cavidade abdominal, indicando a ruptura. O tratamento do AAAR é cirúrgico e emergencial. A prioridade é a estabilização hemodinâmica inicial com reposição volêmica, seguida de avaliação cirúrgica imediata. O objetivo é controlar o sangramento e reparar o aneurisma. O prognóstico é reservado, e a agilidade no diagnóstico e na intervenção cirúrgica são determinantes para a sobrevida do paciente.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal ou lombar súbita e intensa, uma massa abdominal pulsátil e hipotensão. A presença desses três achados, especialmente em pacientes com fatores de risco, é altamente sugestiva.
A conduta inicial é estabilização hemodinâmica com fluidos e avaliação rápida com ultrassom à beira do leito para confirmar o diagnóstico. A seguir, o paciente deve ser encaminhado para cirurgia de emergência.
A TC é o padrão ouro, mas em pacientes instáveis, o tempo gasto para realizar o exame e transportá-lo pode ser fatal. O ultrassom à beira do leito é mais rápido, pode ser feito no local e fornece informações suficientes para indicar a cirurgia de emergência.
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