HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024
Paciente de 76 anos, masculino, é admitido no Pronto-Socorro com queixa de dor abdominal importante e súbita, irradiada para o flanco esquerdo, associada a choque hipovolêmico (taquicardia e hipotensão arterial), hipoperfusão periférica e confusão mental. No exame físico abdominal nota-se grande massa pulsátil em mesogástrio. É incorreto afirmar que:
AAA roto + instabilidade hemodinâmica = NÃO atrasar cirurgia para TC; diagnóstico clínico + USG FAST é suficiente.
Em pacientes com suspeita de AAA roto e instabilidade hemodinâmica, a prioridade é o transporte imediato para o centro cirúrgico. A angiotomografia, embora diagnóstica, não deve atrasar a intervenção salvadora de vida.
O aneurisma de aorta abdominal (AAA) roto é uma emergência médica com altíssima mortalidade, que pode chegar a 80% globalmente. A apresentação clássica envolve dor abdominal súbita e intensa, massa abdominal pulsátil e choque hipovolêmico. A suspeita clínica é crucial, especialmente em pacientes idosos com fatores de risco como hipertensão e tabagismo. O diagnóstico é primariamente clínico. Em pacientes hemodinamicamente instáveis, a presença da tríade clássica e uma ultrassonografia abdominal à beira do leito (FAST) que confirme a presença de líquido livre e um aneurisma são suficientes para indicar a cirurgia de emergência. A angiotomografia arterial de abdome, embora seja o padrão-ouro para o diagnóstico e planejamento cirúrgico em pacientes estáveis, é contraindicada em pacientes instáveis, pois o tempo gasto no exame pode ser fatal. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais rapidamente possível. A reanimação volêmica deve ser controlada (hipotensão permissiva) para evitar a piora do sangramento até o controle cirúrgico. A mortalidade permanece alta mesmo com tratamento adequado, ressaltando a importância da prevenção e do rastreamento em populações de risco.
A tríade clássica inclui dor abdominal ou lombar súbita e intensa, massa abdominal pulsátil e hipotensão/choque. A dor pode irradiar para flancos, costas ou virilha.
A conduta inicial é estabilização volêmica rápida, controle da dor e transporte imediato para o centro cirúrgico para reparo de emergência. Exames de imagem avançados são contraindicados se atrasarem a cirurgia.
Em pacientes instáveis, o tempo é crítico. A angiotomografia consome tempo valioso e pode atrasar a cirurgia, aumentando a mortalidade. O diagnóstico clínico e a ultrassonografia à beira do leito são geralmente suficientes para a decisão cirúrgica.
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