Aneurisma de Aorta Abdominal Roto: Diagnóstico e Manejo

IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, de 74 anos de idade, deu entrada no pronto-socorro após síncope há uma hora. Tem antecedente pessoal de hipertensão arterial sistêmica e tabagismo. Ao exame físico, encontra-se em regular estado geral, descorado 2+/4+, com frequência cardíaca de 135 bpm e pressão arterial de 90x52 mmHg. O exame cardiopulmonar está normal. O abdome encontra-se plano, doloroso à palpação em mesogástrio e flanco direito, sem sinais de irritação peritoneal. Realizou tomografia de abdome total, disponível a seguir: Qual é a principal hipótese diagnóstica para o caso?

Alternativas

  1. A) Fístula aorto-duodenal.
  2. B) Adenoma hemorrágico de suprarrenal.
  3. C) Rotura espontânea de veia cava inferior.
  4. D) Aneurisma roto de aorta abdominal.

Pérola Clínica

Idoso + Dor abdominal/lombar + Hipotensão = Aneurisma de Aorta Abdominal Roto até prova em contrário.

Resumo-Chave

A ruptura de AAA é uma emergência cirúrgica com alta mortalidade. A apresentação clássica inclui dor súbita e instabilidade hemodinâmica, exigindo intervenção imediata.

Contexto Educacional

O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é definido como uma dilatação permanente da aorta > 3,0 cm. O risco de ruptura aumenta exponencialmente com o diâmetro (especialmente > 5,5 cm em homens). A ruptura ocorre geralmente para o espaço retroperitoneal, o que pode permitir um breve período de estabilidade antes do choque franco. O manejo rápido é crucial, pois a mortalidade pré-hospitalar e operatória é extremamente elevada.

Perguntas Frequentes

Qual é a tríade clássica do aneurisma de aorta abdominal roto?

A tríade clássica consiste em dor abdominal ou lombar de início súbito, hipotensão arterial e massa abdominal pulsátil. No entanto, essa tríade completa está presente em menos de 50% dos casos, o que exige alto índice de suspeição clínica em pacientes idosos com fatores de risco vasculares.

Como é feito o diagnóstico em pacientes instáveis?

Em pacientes com suspeita clínica clara e instabilidade hemodinâmica grave, o diagnóstico pode ser confirmado à beira-leito com o FAST ou ultrassonografia abdominal, que revela a dilatação aneurismática. Se o paciente estiver minimamente estável, a angiotomografia de abdome é o padrão-ouro para planejar a intervenção.

Qual a conduta imediata no AAA roto?

A conduta baseia-se na estabilização hemodinâmica cautelosa (hipotensão permissiva para evitar aumento do sangramento) e transferência imediata para o centro cirúrgico. O tratamento pode ser via cirurgia aberta convencional ou reparo endovascular (EVAR), dependendo da anatomia e disponibilidade local.

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