CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2021
Paciente de 64 anos, etilista social, hipertenso não controlado e obeso. Passado de infarto agudo do miocárdio. Deu entrada no pronto atendimento com dor em abdome superior com irradiação para região dorsal, forte intensidade de início súbito, náuseas, palidez cutânea e sudorese. FC 110 bpm, PA 130x60 mmHg. Qual o provável diagnóstico?
Dor abdominal/dorsal súbita + hipotensão/choque em paciente com fatores de risco → suspeitar AAA roto.
O aneurisma de aorta abdominal roto é uma emergência cirúrgica com alta mortalidade. A tríade clássica de dor abdominal/dorsal, massa pulsátil e hipotensão é crucial para o diagnóstico, especialmente em pacientes idosos com fatores de risco cardiovasculares. A palidez e sudorese indicam choque hipovolêmico.
O aneurisma de aorta abdominal (AAA) roto é uma das emergências vasculares mais letais, com mortalidade que pode ultrapassar 50% mesmo com tratamento. É crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecer rapidamente essa condição devido à sua apresentação dramática e à necessidade de intervenção cirúrgica imediata. A epidemiologia mostra maior incidência em homens idosos, tabagistas e hipertensos, reforçando a importância da anamnese e exame físico detalhados. A dor súbita, intensa e irradiada para o dorso, combinada com sinais de choque, deve levantar alta suspeita. A fisiopatologia envolve a degeneração da parede aórtica, levando à dilatação progressiva e eventual ruptura. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por ultrassonografia à beira do leito (FAST) em pacientes instáveis, ou tomografia computadorizada em pacientes hemodinamicamente estáveis. A diferenciação de outras causas de dor abdominal aguda é vital, pois o atraso no diagnóstico e tratamento impacta diretamente o prognóstico. O tratamento definitivo é cirúrgico, seja por reparo aberto ou endovascular (EVAR), dependendo da anatomia do aneurisma e da condição clínica do paciente. O prognóstico é sombrio sem intervenção rápida, e mesmo com ela, a morbimortalidade é alta. A atenção aos sinais de choque e a rápida mobilização da equipe cirúrgica são os pilares do manejo, visando restaurar a volemia e controlar o sangramento.
A tríade clássica inclui dor abdominal ou dorsal súbita e intensa, massa abdominal pulsátil e hipotensão. Outros sinais podem ser palidez, sudorese e taquicardia, indicando choque hipovolêmico.
Os principais fatores de risco são idade avançada, tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, aterosclerose, sexo masculino e história familiar de aneurisma. O controle desses fatores é crucial na prevenção.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos, controle da dor e encaminhamento imediato para avaliação cirúrgica. O diagnóstico é clínico e confirmado por exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia, se o paciente estiver estável.
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