Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2020
Entre os fatores de risco para o desenvolvimento de aneurisma de aorta abdominal, não se inclui o seguinte:
Diabetes mellitus NÃO é fator de risco independente para AAA; tabagismo, idade e aterosclerose são os principais.
O diabetes mellitus, paradoxalmente, não é considerado um fator de risco independente para o desenvolvimento de aneurisma de aorta abdominal (AAA), e alguns estudos sugerem um efeito protetor. Os principais fatores de risco são tabagismo, idade avançada, sexo masculino, história familiar e aterosclerose (hipercolesterolemia, hipertensão).
O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma dilatação localizada da aorta abdominal, definida como um diâmetro ≥ 3 cm. É uma condição grave devido ao risco de ruptura, que possui alta mortalidade. A prevalência aumenta com a idade, sendo mais comum em homens e em indivíduos com história de tabagismo. A compreensão dos fatores de risco é crucial para a identificação e manejo adequados. A fisiopatologia do AAA envolve a degradação da matriz extracelular da parede aórtica, principalmente elastina e colágeno, mediada por metaloproteinases. A aterosclerose é um processo subjacente comum, mas o diabetes mellitus, paradoxalmente, não é um fator de risco independente e alguns estudos sugerem um efeito protetor. O diagnóstico é frequentemente incidental por exames de imagem, mas pode ser suspeitado em pacientes com dor abdominal ou lombar e massa pulsátil. O tratamento varia desde o acompanhamento com ultrassonografia para aneurismas menores até a correção cirúrgica (aberta ou endovascular) para aneurismas maiores ou sintomáticos. A modificação dos fatores de risco, como cessação do tabagismo e controle da hipertensão e dislipidemia, é fundamental para retardar a progressão da doença e reduzir o risco de eventos cardiovasculares associados.
Os principais fatores de risco para AAA incluem tabagismo, idade avançada (>65 anos), sexo masculino, história familiar de AAA, aterosclerose, hipertensão arterial e dislipidemia.
Embora o diabetes seja um fator de risco para outras doenças cardiovasculares ateroscleróticas, estudos mostram que ele não é um fator de risco independente para AAA e pode até ter um efeito protetor, possivelmente devido a alterações na matriz extracelular da parede aórtica.
O rastreamento por ultrassonografia abdominal é recomendado para homens tabagistas ou ex-tabagistas com idade entre 65 e 75 anos, devido ao alto risco de ruptura e à natureza geralmente assintomática do aneurisma.
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