UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Mulher, 63 anos, hipertensa, diabética e com insuficiência renal crônica, identifica-se em exame de rotina aneurisma fusiforme de aorta infrarrenal de 4,5 cm de diâmetro, assintomático. A melhor conduta, nesse caso é:
AAA assintomático < 5,5 cm → Vigilância clínica e de imagem.
A indicação de correção cirúrgica para um aneurisma de aorta abdominal assintomático depende primariamente do seu diâmetro. Para mulheres, o limite para intervenção eletiva é geralmente 5,0-5,5 cm, enquanto para homens é 5,5 cm. A vigilância é a conduta para aneurismas menores.
O Aneurisma de Aorta Abdominal (AAA) é uma dilatação localizada da aorta abdominal, geralmente de etiologia aterosclerótica, que se torna clinicamente significativa quando seu diâmetro excede 3 cm. É uma condição assintomática na maioria dos casos, sendo frequentemente descoberta incidentalmente em exames de imagem, mas sua principal complicação é a ruptura, que possui alta mortalidade. A decisão de intervir em um AAA assintomático é baseada principalmente no risco de ruptura versus o risco do procedimento. O diâmetro do aneurisma é o preditor mais importante de ruptura. As diretrizes atuais recomendam vigilância ultrassonográfica para aneurismas menores que 5,5 cm em homens e 5,0-5,5 cm em mulheres, com exames periódicos para monitorar o crescimento. A intervenção cirúrgica, seja por reparo endovascular (EVAR) ou cirurgia aberta, é indicada quando o aneurisma atinge o limiar de diâmetro (geralmente 5,5 cm para homens, 5,0-5,5 cm para mulheres), apresenta crescimento rápido, torna-se sintomático ou em casos de ruptura. A escolha da técnica depende das características anatômicas do aneurisma e das comorbidades do paciente.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sexo masculino, tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, aterosclerose e história familiar de aneurisma.
Geralmente, a intervenção cirúrgica eletiva é indicada para aneurismas assintomáticos com diâmetro maior que 5,5 cm em homens e 5,0-5,5 cm em mulheres, ou em casos de crescimento rápido (>0,5 cm em 6 meses).
As opções de tratamento incluem a vigilância clínica e ultrassonográfica para aneurismas menores, a correção endovascular (EVAR) e a correção cirúrgica aberta (laparotômica) para aneurismas que atingem o limiar de intervenção.
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