HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
Paciente idosa e hipertensa, em acompanhamento na clínica da família, é examinada pelo médico que encontra massa pulsátil em região periumbilical. Solicitada tomografia de abdome que confirma a presença de um aneurisma de aorta abdominal medindo 6 cm em seu maior diâmetro, sendo necessário realizar:
AAA ≥ 5,5 cm em homens ou ≥ 5,0 cm em mulheres → Indicação de reparo eletivo.
O diâmetro de 6 cm ultrapassa o limiar de segurança para conduta expectante, elevando o risco de ruptura espontânea, o que impõe a intervenção cirúrgica eletiva.
O aneurisma de aorta abdominal é definido como uma dilatação focal da aorta que excede em 50% o seu diâmetro normal esperado, geralmente considerado quando o diâmetro atinge 3,0 cm ou mais. A fisiopatologia envolve a degradação da matriz extracelular na camada média da parede arterial, mediada por metaloproteinases e inflamação crônica, frequentemente associada ao tabagismo, hipertensão e aterosclerose. A história natural da doença é a expansão progressiva e eventual ruptura, que carrega uma mortalidade superior a 80%. Na prática clínica, o manejo é guiado pelo diâmetro. Aneurismas pequenos (3,0-3,9 cm) podem ser acompanhados anualmente, enquanto aqueles entre 4,0-4,9 cm exigem vigilância semestral. Ao atingir 5,5 cm em homens, o risco de ruptura torna-se proibitivo, justificando a intervenção. A escolha entre cirurgia aberta e EVAR depende da anatomia do aneurisma (especialmente o colo proximal e o acesso ilíaco) e do risco cirúrgico do paciente (escore ASA e função cardíaca/renal).
As indicações clássicas para o reparo eletivo do aneurisma de aorta abdominal (AAA) incluem: diâmetro maior ou igual a 5,5 cm em homens ou 5,0 cm em mulheres; crescimento rápido definido como aumento maior que 0,5 cm em 6 meses ou 1,0 cm em 1 ano; e a presença de sintomas relacionados ao aneurisma, como dor abdominal ou lombar, independentemente do tamanho. Em pacientes com 6 cm, como no caso descrito, o risco de ruptura anual é estimado entre 10% e 20%, o que supera significativamente os riscos perioperatórios da cirurgia eletiva, seja por via aberta ou endovascular (EVAR).
O rastreamento é recomendado pela maioria das diretrizes internacionais (como a SVS e a ESVS) para homens entre 65 e 75 anos que tenham histórico de tabagismo (mesmo que pregressos). O exame de escolha é a ultrassonografia de abdome total, devido ao seu baixo custo, ausência de radiação e alta sensibilidade. Para mulheres nessa faixa etária com histórico de tabagismo ou história familiar de primeiro grau, o rastreamento pode ser considerado individualmente, embora a evidência seja menos robusta do que para o sexo masculino.
A cirurgia aberta envolve a laparotomia e a substituição do segmento aneurismático por uma prótese sintética costurada manualmente, sendo um procedimento de maior porte com recuperação mais lenta, mas com excelente durabilidade a longo prazo. O reparo endovascular (EVAR) é minimamente invasivo, realizado via femoral, com menor mortalidade perioperatória e recuperação rápida. No entanto, o EVAR exige acompanhamento rigoroso com exames de imagem vitalícios para detectar endoleaks (vazamentos) e pode necessitar de mais reintervenções ao longo do tempo.
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