SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
Em relação ao aneurisma de aorta abdominal, assinale a alternativa CORRETA:
Aneurismas saculares têm maior risco de ruptura que fusiformes, independentemente do diâmetro absoluto.
A morfologia do aneurisma é um preditor crítico de instabilidade; aneurismas saculares concentram maior estresse na parede vascular, aumentando o risco de ruptura súbita em comparação aos fusiformes.
O Aneurisma de Aorta Abdominal (AAA) é definido como uma dilatação focal permanente da aorta com diâmetro 50% maior que o normal. A história natural é a expansão progressiva e eventual ruptura, uma emergência catastrófica. Fatores de risco incluem tabagismo, idade avançada e sexo masculino. A decisão de intervir baseia-se no diâmetro (>5,5 cm em homens), taxa de crescimento (>0,5 cm em 6 meses) ou presença de sintomas. A técnica endovascular (EVAR) revolucionou o tratamento, mas exige vigilância rigorosa para detecção de endoleaks e migração da prótese.
Aneurismas saculares são dilatações assimétricas que envolvem apenas uma porção da circunferência da parede arterial. Diferente dos fusiformes, que distribuem a pressão de forma mais uniforme, os saculares criam pontos de alta tensão localizada e turbulência hemodinâmica intensa. Essa configuração geométrica torna a parede mais vulnerável à ruptura, mesmo em diâmetros menores do que os habitualmente preconizados para intervenção em aneurismas fusiformes (5,5 cm para homens e 5,0 cm para mulheres).
O endoleak é a persistência de fluxo sanguíneo fora da endoprótese e dentro do saco aneurismático. O Tipo I ocorre por falha no selamento proximal ou distal (urgente). O Tipo II é o mais comum, causado por fluxo retrógrado de artérias colaterais (ex: lombares ou mesentérica inferior). O Tipo III decorre de falha estrutural da prótese ou desconexão de componentes. O Tipo IV está relacionado à porosidade do tecido da prótese (raro com materiais modernos) e o Tipo V é a expansão do saco sem vazamento visível (endotensão).
A ultrassonografia (USG) é o exame de escolha para o rastreio e o acompanhamento longitudinal do diâmetro do aneurisma devido ao seu baixo custo, ausência de radiação e boa acurácia. No entanto, para o planejamento cirúrgico (seja aberto ou endovascular), a Angiotomografia (Angio-TC) é indispensável. A TC fornece detalhes anatômicos precisos, como o colo do aneurisma, envolvimento de artérias renais e ilíacas, e a presença de trombos murais, essenciais para a escolha da técnica e da prótese.
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