Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2020
Em relação ao Aneurisma de Aorta Abdominal:
Rotura de AAA é a complicação mais grave, responsável por ~2% das mortes em homens > 65 anos.
A rotura do aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma emergência médica com altíssima mortalidade, sendo a complicação mais temida. Sua prevalência e impacto na mortalidade são significativos, especialmente em populações de risco como homens idosos, o que justifica programas de rastreamento.
O Aneurisma de Aorta Abdominal (AAA) é uma dilatação patológica da aorta abdominal, definida como um diâmetro maior que 3 cm. É uma condição predominantemente assintomática até que ocorra uma complicação grave, sendo a rotura a mais temida. A prevalência aumenta com a idade, especialmente em homens acima de 65 anos, tabagistas e com histórico familiar. A rotura de um AAA é uma emergência médica com altíssima mortalidade, mesmo com tratamento. A fisiopatologia envolve a degeneração da parede da aorta, com perda de elastina e colágeno, levando ao enfraquecimento e dilatação progressiva. A rotura ocorre quando a tensão na parede do aneurisma excede sua resistência. O diagnóstico de um AAA intacto é frequentemente incidental, por exames de imagem realizados por outras razões. O rastreamento por ultrassonografia é recomendado para homens tabagistas ou ex-tabagistas com idade superior a 65 anos. O tratamento de um AAA intacto depende do tamanho e da taxa de crescimento, podendo ser conservador (vigilância) ou cirúrgico (cirurgia aberta ou reparo endovascular - EVAR). Para AAAs rotos, a intervenção cirúrgica de emergência é imperativa, mas a mortalidade permanece muito alta, com cerca de 80% dos pacientes morrendo antes de chegar ao hospital ou durante o procedimento. A prevenção e o rastreamento são, portanto, cruciais para reduzir o impacto dessa doença devastadora.
Os sinais incluem dor abdominal ou lombar súbita e intensa, hipotensão, massa abdominal pulsátil e sinais de choque, como taquicardia e palidez.
O rastreamento, geralmente por ultrassonografia, é crucial para identificar AAAs antes da rotura, permitindo intervenção eletiva e reduzindo significativamente a mortalidade associada.
O tratamento endovascular (EVAR) é uma alternativa menos invasiva à cirurgia aberta e, em muitos casos, é o tratamento de escolha, mas não a substitui completamente, pois a cirurgia aberta ainda é indicada para casos complexos ou contraindicações ao EVAR.
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