UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Os aneurismas da aorta abdominal são os mais comuns aneurismas arteriais verdadeiros. São fatores de risco para desenvolvimento de aneurisma de aorta abdominal, EXCETO:
Diabetes MELLITUS é um fator PROTETOR para AAA, não de risco.
O diabetes mellitus, surpreendentemente, é considerado um fator protetor para o desenvolvimento e crescimento de aneurismas da aorta abdominal, ao contrário dos outros fatores listados (sexo masculino, tabagismo, idade avançada, aterosclerose), que são bem estabelecidos como fatores de risco.
O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma dilatação localizada da aorta abdominal, geralmente definida como um diâmetro > 3 cm. É uma condição grave devido ao risco de ruptura, que tem alta mortalidade. Sua prevalência aumenta com a idade e é mais comum em homens. A fisiopatologia do AAA envolve a degradação da matriz extracelular da parede aórtica, principalmente elastina e colágeno, por metaloproteinases, em um processo inflamatório crônico. A aterosclerose é um fator contribuinte importante, mas não a causa primária. Fatores de risco bem estabelecidos incluem tabagismo (o mais forte), sexo masculino, idade avançada, história familiar, hipertensão e dislipidemia. Curiosamente, o diabetes mellitus tem sido associado a um menor risco de desenvolvimento e crescimento de AAA. As razões exatas não são totalmente compreendidas, mas podem envolver a glicosilação de proteínas da parede aórtica, que as tornaria mais resistentes à degradação enzimática, ou outros mecanismos metabólicos e inflamatórios. O rastreamento por ultrassonografia é recomendado para homens tabagistas com mais de 65 anos.
Os principais fatores de risco incluem sexo masculino, idade avançada, tabagismo, aterosclerose, hipertensão arterial sistêmica e história familiar de AAA.
Não, o diabetes mellitus é considerado um fator protetor contra o desenvolvimento e a progressão do aneurisma de aorta abdominal, embora seja um fator de risco para outras doenças cardiovasculares.
O tabagismo é o fator de risco mais forte para AAA, promovendo a degradação da elastina e colágeno na parede aórtica, além de induzir inflamação e aterosclerose, enfraquecendo a parede do vaso.
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