SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Paciente, sexo masculino, 70 anos de idade, está em acompanhamento ambulatorial por aneurisma de aorta abdominal há um ano. O paciente se mantém assintomático neste período. É portador de hipertensão arterial controlada e tabagista 20 maços/ano. Ao exame físico, bom estado geral, FC: 60 bpm, PA: 128x72 mmHg; ausculta cardíaca e respiratória sem alterações; abdome plano, flácido, presença de massa palpável, pulsátil e indolor em mesogástrio.\n\nEm relação ao cuidado adequado quanto ao tratamento cirúrgico do aneurisma de aorta abdominal, é correto o que se afirma em:
Na cirurgia de AAA, a ligadura da veia renal esquerda pode ser necessária para acesso e é bem tolerada.
O reparo cirúrgico aberto do aneurisma de aorta abdominal (AAA) pode exigir manobras anatômicas complexas, como a ligadura da veia renal esquerda para melhorar a exposição da aorta justarrenal.
O tratamento do Aneurisma de Aorta Abdominal (AAA) evoluiu significativamente com as técnicas endovasculares (EVAR), mas a cirurgia aberta permanece o padrão para pacientes com anatomia desfavorável. A técnica envolve o clampeamento da aorta, abertura do saco aneurismático e interposição de uma prótese sintética (Dacron ou PTFE). A preservação da perfusão renal e a correta técnica de anastomose (geralmente com sutura contínua de polipropileno) são cruciais para o sucesso do procedimento e redução da morbimortalidade perioperatória.
A ligadura da veia renal esquerda é realizada durante o reparo aberto de aneurismas de aorta abdominal quando a veia cruza anteriormente à aorta e impede a exposição adequada do colo do aneurisma ou das artérias renais. Devido à rica rede de colaterais (veias gonadal, adrenal e lombar), a ligadura proximal (próximo à veia cava) é geralmente bem tolerada pelo rim esquerdo sem comprometer significativamente sua função.
Durante o clampeamento aórtico no reparo de AAA, a heparinização sistêmica é mandatória para prevenir trombose distal. A dose padrão recomendada é de aproximadamente 100 U/kg de peso (e não 10 U/kg), visando manter um Tempo de Coagulação Ativado (TCA) prolongado durante o período de isquemia relativa dos membros inferiores.
Existem duas vias principais: a transperitoneal e a retroperitoneal. A via transperitoneal (laparotomia mediana) é a mais comum e oferece excelente exposição de toda a aorta e vasos ilíacos. A via retroperitoneal (incisão no flanco esquerdo) é preferida em pacientes com múltiplas cirurgias abdominais prévias (abdome hostil), doença inflamatória da aorta ou aneurismas que se estendem para a aorta suprarrenal.
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