PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Paciente feminino de 65 anos, negra, com história de Diabetes e Hipotireoidismo, realizou exame ecográfico em rotina ginecológica que mostrou aneurisma de aorta abdominal de 4,0cm. Em relação a sua conduta neste caso, dentre as alternativas abaixo, assinale a CORRETA.
AAA 4.0cm em mulher → Seguimento semestral (risco de ruptura é maior em mulheres).
Aneurismas de aorta abdominal entre 4.0 e 4.9 cm requerem vigilância ativa com exames de imagem a cada 6 meses, especialmente em mulheres, onde o risco de ruptura é proporcionalmente maior.
O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é definido como uma dilatação permanente e focal da aorta abdominal com um diâmetro pelo menos 50% maior que o diâmetro normal esperado, ou > 3,0 cm. A maioria é assintomática até a ruptura. O rastreio é recomendado para homens entre 65-75 anos que já fumaram. O manejo clínico foca no controle rigoroso da pressão arterial e cessação do tabagismo, que é o principal fator modificável de expansão.
As indicações clássicas para reparo (aberto ou endovascular) são: diâmetro ≥ 5,5 cm em homens ou ≥ 5,0 cm em mulheres; expansão rápida (> 0,5 cm em 6 meses ou > 1,0 cm em 1 ano); ou presença de sintomas relacionados ao aneurisma (dor abdominal ou lombar).
Para aneurismas com diâmetro entre 4,0 e 4,9 cm, a recomendação geral é a realização de exames de imagem (preferencialmente ultrassonografia ou tomografia) a cada 6 a 12 meses para monitorar a taxa de expansão.
O diâmetro do aneurisma é o preditor mais importante. Outros fatores incluem tabagismo ativo, hipertensão arterial não controlada, sexo feminino (mulheres rompem com diâmetros menores) e história familiar de ruptura.
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