UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Homem, 72 anos, tabagista de longa data e hipertenso sem seguimento clínico adequado, apresenta-se ao Pronto Atendimento com dor abdominal vaga com irradiação para dorso iniciada há 12h e com piora progressiva, pulso: 86 bpm, pressão arterial: 110/70 mmHg. Ao exame físico, normocorado, presença de massa pulsátil de aproximadamente 5,5 cm com dor à palpação difusa, sem sinais de irritação peritoneal. Sobre o caso descrito, é CORRETO afirmar:
AAA roto: dor abdominal/dorso, massa pulsátil, hipotensão. TC é padrão-ouro para diagnóstico e planejamento.
A tríade clássica de dor abdominal/dorso, massa abdominal pulsátil e hipotensão sugere aneurisma de aorta abdominal (AAA) roto. A tomografia computadorizada é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão do aneurisma e planejar a abordagem terapêutica, seja ela aberta ou endovascular.
O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma dilatação localizada da aorta abdominal, definida como um diâmetro maior que 3 cm. É uma condição grave, especialmente quando se rompe, com alta mortalidade. Os principais fatores de risco são idade avançada, sexo masculino, tabagismo e aterosclerose. A maioria dos AAA são assintomáticos até a ruptura. Quando sintomático, o AAA pode apresentar dor abdominal ou lombar, que pode irradiar para o dorso ou virilha. A tríade clássica de dor abdominal, massa pulsátil e hipotensão sugere ruptura, mas nem sempre está presente. No caso descrito, o paciente apresenta fatores de risco e sintomas sugestivos, com uma massa pulsátil palpável de 5,5 cm, o que já indica um aneurisma de tamanho considerável. A tomografia computadorizada (TC) com contraste é o padrão-ouro para o diagnóstico, avaliação do tamanho, morfologia e presença de ruptura do AAA. Ela é fundamental para o planejamento cirúrgico, diferenciando entre reparo aberto e endovascular (EVAR). Embora a suspeita clínica seja alta, a TC permite excluir outros diagnósticos diferenciais de dor abdominal e fornece detalhes anatômicos cruciais para a decisão terapêutica, mesmo em pacientes hemodinamicamente estáveis.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sexo masculino, tabagismo, hipertensão arterial, aterosclerose e história familiar de AAA.
A TC é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de AAA, medir seu tamanho, avaliar a presença de ruptura ou dissecção e planejar a estratégia de reparo (aberta ou endovascular).
Um AAA é considerado roto quando há extravasamento de sangue para o retroperitônio ou cavidade peritoneal, manifestando-se clinicamente por dor abdominal/dorso intensa e, frequentemente, hipotensão e choque.
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