SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
Em relação aos aneurismas arteriais, assinale a afirmativa CORRETA.
AAA são predominantemente infra-renais, fusiformes, associados à aterosclerose e hipertensão, com pouca relação com diabetes.
Aneurismas de Aorta Abdominal (AAA) são mais comuns abaixo das artérias renais (cerca de 90%), têm morfologia fusiforme e estão fortemente associados à aterosclerose e hipertensão arterial sistêmica. Curiosamente, o diabetes mellitus parece ter um efeito protetor ou de menor associação com a formação de AAA.
Os aneurismas arteriais são dilatações localizadas e permanentes de uma artéria, resultantes do enfraquecimento da parede vascular. O Aneurisma de Aorta Abdominal (AAA) é o tipo mais comum, e sua compreensão é crucial na prática médica. A grande maioria dos AAA (aproximadamente 90%) localiza-se abaixo da origem das artérias renais, o que tem implicações importantes para o tratamento endovascular ou cirúrgico, definindo a extensão da reparação. A morfologia mais comum dos AAA é a fusiforme, caracterizada por uma dilatação simétrica da circunferência do vaso, e sua etiologia está fortemente associada à aterosclerose e à hipertensão arterial sistêmica, que contribuem para a degeneração da parede arterial. Curiosamente, o diabetes mellitus, embora seja um fator de risco para outras doenças ateroscleróticas, parece ter uma associação inversa ou um efeito protetor contra o desenvolvimento de AAA, um ponto importante a ser lembrado para o manejo de risco. Outros tipos de aneurismas incluem os micóticos, que são geralmente saculares e resultam de infecção da parede arterial, mais comumente bacteriana (como Salmonella spp. ou Staphylococcus aureus) do que fúngica. Os aneurismas toracoabdominais, por sua vez, são mais complexos e podem ter diversas etiologias, incluindo aterosclerose, doenças do tecido conjuntivo e dissecções, não predominando apenas em jovens sem relação com aterosclerose. A complicação mais temida dos aneurismas é a ruptura, que pode levar a hemorragia maciça e óbito, incluindo hemorragia digestiva em casos de fístula aortoentérica.
A imensa maioria dos AAA (cerca de 90%) se localiza abaixo das artérias renais, sendo essa uma característica importante para o planejamento cirúrgico e a classificação dos aneurismas.
Diferente de outras doenças ateroscleróticas, o diabetes mellitus parece ter uma associação inversa ou um efeito protetor contra o desenvolvimento de AAA, embora o mecanismo exato não seja totalmente compreendido, sendo um ponto de atenção na prática clínica.
Aneurismas micóticos são geralmente saculares, não fusiformes, e são causados por infecção bacteriana (mais comum, como Salmonella spp.) ou fúngica da parede arterial, sendo a Candida albicans um patógeno fúngico possível, mas não o principal agente etiológico geral.
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