UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2024
Homem, 65 anos de idade, em exame de rotina apresenta dilatação aneurismática sacular de aorta abdominal com diâmetro transverso máximo ao ultrassom de 3 cm e 3 cm de extensão. O aneurisma se encontra a 2 centímetros abaixo das artérias renais. Paciente assintomático sem outras comorbidades. Qual é a conduta mais adequada?
AAA < 5.5 cm e assintomático → vigilância seriada. AAA > 5.5 cm ou sintomático → intervenção (EVAR/aberta).
Para um aneurisma de aorta abdominal (AAA) de 3 cm e assintomático, a conduta padrão é o acompanhamento seriado com ultrassom. O tratamento cirúrgico endovascular (EVAR) é indicado para aneurismas maiores que 5.0-5.5 cm em homens, ou que apresentem crescimento rápido, ou que sejam sintomáticos. A opção C seria adequada se o aneurisma atingisse esses critérios de tamanho ou sintomatologia.
O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma dilatação localizada da aorta abdominal, geralmente definida por um diâmetro transverso máximo de 3 cm ou um aumento de 50% em relação ao diâmetro normal. É uma condição assintomática na maioria dos casos, sendo frequentemente descoberta incidentalmente em exames de imagem. A principal preocupação é o risco de ruptura, que é uma emergência médica com alta mortalidade. A fisiopatologia envolve a degeneração da parede arterial, com perda de elastina e colágeno, inflamação e remodelamento da matriz extracelular. Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sexo masculino, tabagismo, aterosclerose, hipertensão e histórico familiar. O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia, que é um método não invasivo e eficaz para rastreamento e acompanhamento. A conduta para o AAA depende do seu diâmetro e da presença de sintomas. Aneurismas pequenos (< 5.0-5.5 cm) e assintomáticos são geralmente manejados com vigilância seriada por ultrassom e controle rigoroso dos fatores de risco cardiovascular. A intervenção cirúrgica (aberta ou endovascular) é reservada para aneurismas maiores que o limiar de ruptura (geralmente > 5.5 cm), aqueles que crescem rapidamente (> 0.5 cm em 6 meses) ou que se tornam sintomáticos. O tratamento endovascular (EVAR) é preferido em pacientes com anatomia favorável devido à menor morbimortalidade inicial.
A intervenção cirúrgica para aneurisma de aorta abdominal é geralmente indicada quando o diâmetro máximo atinge 5.5 cm em homens ou 5.0 cm em mulheres, ou em casos de crescimento rápido, dor ou ruptura.
Acompanhamento de aneurismas pequenos (< 5.0 cm) é feito com ultrassonografia seriada a cada 6 a 12 meses para monitorar o diâmetro e a taxa de crescimento, além do controle de fatores de risco cardiovascular.
As opções de tratamento incluem a cirurgia aberta (enxerto aorto-bifemoral) e o tratamento endovascular (EVAR), sendo a escolha dependente das características anatômicas do aneurisma e das condições clínicas do paciente.
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