SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
Um paciente de 68 anos, com histórico de hipertensão arterial sistêmica mal controlada e tabagismo por 40 anos, apresenta-se com dor abdominal intensa e irradiada para as costas. No exame físico, observa-se uma massa pulsátil na região abdominal. A tomografia computadorizada revela um aneurisma de aorta abdominal com diâmetro de 6,5 cm. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para este paciente:
AAA > 5,5 cm ou Sintomático (dor) → Intervenção Cirúrgica Urgente (EVAR ou Aberta).
A presença de dor abdominal irradiada para as costas em um paciente com aneurisma de aorta abdominal conhecido sugere expansão aguda ou ruptura iminente, exigindo correção cirúrgica imediata.
O aneurisma de aorta abdominal é uma dilatação focal da aorta > 3,0 cm. A história natural é de expansão progressiva e eventual ruptura. O tabagismo é o principal fator de risco modificável. O rastreamento com ultrassonografia é recomendado para homens entre 65-75 anos que já fumaram. A escolha entre EVAR e cirurgia aberta depende da anatomia do aneurisma e do risco cirúrgico do paciente.
As indicações clássicas para intervenção em Aneurisma de Aorta Abdominal (AAA) são: 1) Diâmetro ≥ 5,5 cm em homens ou ≥ 5,0 cm em mulheres; 2) Crescimento rápido (> 0,5 cm em 6 meses ou > 1,0 cm em um ano); 3) Presença de sintomas (dor abdominal ou lombar, sinais de embolização distal); ou 4) Complicações como ruptura ou fístula. No caso do paciente com 6,5 cm e dor, a intervenção é mandatória e urgente.
O EVAR (Endovascular Aneurysm Repair) é a correção do aneurisma através da inserção de uma endoprótese por via femoral, guiada por radioscopia, para excluir o saco aneurismático da circulação sistêmica. Suas principais vantagens incluem menor morbidade perioperatória, menor tempo de internação e recuperação mais rápida em comparação à cirurgia aberta. No entanto, exige anatomia favorável (colo proximal adequado) e acompanhamento rigoroso com imagem para detectar endoleaks (vazamentos).
Um AAA estável é geralmente assintomático e detectado incidentalmente. A 'ruptura iminente' ou expansão aguda manifesta-se com dor abdominal, lombar ou nos flancos, muitas vezes de início súbito e natureza constante. Se houver hipotensão e massa pulsátil associada, o diagnóstico é de ruptura franca (tríade clássica). Pacientes sintomáticos devem ser estabilizados e encaminhados imediatamente para correção cirúrgica, preferencialmente após angiotomografia para planejamento.
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