SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Paciente, sexo masculino, 70 anos de idade, está em acompanhamento ambulatorial por aneurisma de aorta abdominal há um ano. O paciente se mantém assintomático neste período. É portador de hipertensão arterial controlada e tabagista 20 maços/ano. Ao exame físico, bom estado geral, FC: 60 bpm, PA: 128x72 mmHg; ausculta cardíaca e respiratória sem alterações; abdome plano, flácido, presença de massa palpável, pulsátil e indolor em mesogástrio. Em relação ao tratamento do aneurisma de aorta abdominal, é correto o que se afirma em:
Indicação cirúrgica AAA: > 5,5cm (homens), > 5,0cm (mulheres) ou crescimento > 0,5cm em 6 meses.
O tratamento cirúrgico do AAA assintomático baseia-se no risco de ruptura vs. risco operatório. A taxa de expansão rápida (≥ 0,5 cm em 6 meses) é um critério clássico para intervenção, independentemente do diâmetro absoluto ser inferior a 5,5 cm.
O Aneurisma de Aorta Abdominal (AAA) é uma condição potencialmente fatal cuja história natural é a expansão progressiva e ruptura. O manejo clínico foca no controle rigoroso da pressão arterial e na cessação do tabagismo, que é o principal fator de risco modificável para a expansão. Embora o controle pressórico não impeça totalmente o crescimento, ele reduz o estresse na parede aórtica e o risco cardiovascular global. A decisão entre cirurgia aberta e reparo endovascular (EVAR) depende da anatomia do aneurisma e do risco cirúrgico do paciente. O seguimento ultrassonográfico é a base do acompanhamento para aneurismas pequenos, com intervalos que variam de 6 a 12 meses conforme o diâmetro inicial, garantindo que a intervenção ocorra antes que o risco de ruptura se torne proibitivo.
Tradicionalmente, a intervenção cirúrgica para Aneurisma de Aorta Abdominal (AAA) assintomático é indicada quando o diâmetro atinge 5,5 cm em homens. Em mulheres, devido ao maior risco de ruptura em diâmetros menores e aortas proporcionalmente menores, o ponto de corte costuma ser 5,0 cm. Além do diâmetro, a presença de sintomas (dor abdominal ou lombar) ou expansão rápida são indicações imediatas de tratamento.
A expansão rápida é definida como um aumento no diâmetro do aneurisma de 0,5 cm ou mais em um período de 6 meses, ou um aumento de 1,0 cm ou mais em um período de 1 ano. Nesses casos, o risco de ruptura iminente supera o risco da cirurgia eletiva, justificando a intervenção mesmo que o diâmetro total ainda não tenha atingido os 5,5 cm padrão.
A principal causa de mortalidade precoce e tardia em pacientes submetidos à correção de aneurisma de aorta abdominal (seja aberta ou endovascular) são as complicações cardíacas, especificamente o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). Isso ocorre porque a doença aneurismática é um marcador de aterosclerose sistêmica grave, e esses pacientes frequentemente possuem doença arterial coronariana concomitante.
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