UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Mulher de 67 anos, tabagista, apresentou episódio de cólica ureteral a direita sendo submetida a investigação tomográfica. Foi identificado cálculo ureteral distal de 5 mm a direita e aneurisma de aorta abdominal de 3,3 cm no seu máximo diâmetro externo. A medida que visa minimizar o índice de expansão do aneurisma da aorta é:
Cessar tabagismo = Principal medida para ↓ taxa de expansão do AAA.
O tabagismo é o fator de risco modificável mais importante tanto para a formação quanto para a velocidade de crescimento do aneurisma de aorta abdominal.
O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é definido como uma dilatação focal da aorta abdominal com diâmetro superior a 3,0 cm. A fisiopatologia envolve a degeneração da túnica média e inflamação crônica. O manejo clínico foca no controle rigoroso dos fatores de risco cardiovascular, sendo a cessação do tabagismo a intervenção mais eficaz documentada para reduzir a velocidade de expansão. O rastreamento é recomendado para homens entre 65-75 anos que já fumaram, visando a detecção precoce e prevenção de rupturas catastróficas.
O tabagismo é o fator de risco mais forte para o desenvolvimento, expansão e ruptura do aneurisma de aorta abdominal (AAA). O fumo acelera a degradação da elastina e colágeno na parede aórtica através de processos inflamatórios e estresse oxidativo. Estudos demonstram que a taxa de crescimento do aneurisma é significativamente maior em fumantes ativos em comparação com ex-fumantes ou não fumantes. Portanto, a cessação imediata do tabagismo é a recomendação de maior impacto clínico para retardar a progressão da doença.
Embora os betabloqueadores sejam fundamentais no manejo de aneurismas de aorta torácica (especialmente na Síndrome de Marfan) e no controle da pressão arterial, as evidências para o seu uso específico na redução da taxa de expansão do aneurisma de aorta abdominal (AAA) são limitadas e menos robustas do que para a cessação do tabagismo. Eles não são considerados a medida primária para reduzir o crescimento do AAA, embora devam ser usados se houver outras indicações cardiovasculares.
A intervenção cirúrgica (aberta ou endovascular) para o AAA é geralmente indicada quando o risco de ruptura supera o risco operatório. Os critérios clássicos incluem: diâmetro ≥ 5,5 cm em homens ou ≥ 5,0 cm em mulheres, expansão rápida (crescimento > 0,5 cm em 6 meses ou > 1,0 cm em um ano) ou aneurismas sintomáticos (dor abdominal ou lombar). Para aneurismas menores, como o de 3,3 cm do caso, o manejo é conservador com vigilância ultrassonográfica periódica e controle de fatores de risco.
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