HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020
Um paciente do sexo masculino, 65 anos de idade, comparece ao ambulatório de cirurgia vascular encaminhado pelo médico da unidade básica de saúde após realizar uma ultrassonografia de abdome de rotina sendo encontrado um aneurisma de aorta abdominal. No laudo, o radiologista descreve o aneurisma como: “fusiforme, abaixo das artérias renais, com diâmetro máximo de 45 mm”. O paciente é assintomático, portador de hipertensão arterial controlada, em uso de captopril. Sobre o caso, assinale a CORRETA:
AAA assintomático < 5,5 cm em homens → acompanhamento clínico com USG/TC periódico.
A conduta em aneurismas de aorta abdominal assintomáticos depende primariamente do diâmetro. Para homens, o limite para intervenção eletiva é geralmente 5,5 cm. Diâmetros menores requerem vigilância periódica para monitorar o crescimento e evitar complicações.
O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma dilatação localizada da aorta que atinge pelo menos 1,5 vezes o diâmetro normal ou um diâmetro absoluto maior que 3 cm. É uma condição comum em idosos, com prevalência aumentada em homens e tabagistas, sendo frequentemente assintomático e descoberto incidentalmente em exames de imagem. A importância clínica reside no risco de ruptura, que é uma emergência médica com alta mortalidade. A fisiopatologia envolve a degeneração da parede arterial, com perda de elastina e colágeno. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, que é um método de rastreio eficaz, ou tomografia computadorizada, que oferece detalhes anatômicos para planejamento cirúrgico. A suspeita deve surgir em pacientes com fatores de risco, mesmo assintomáticos, ou na presença de dor abdominal/lombar súbita em casos de ruptura. O tratamento do AAA assintomático é conservador com vigilância para diâmetros menores que 5,5 cm em homens e 5,0 cm em mulheres, com controle rigoroso dos fatores de risco. A intervenção cirúrgica (aberta ou endovascular) é indicada para aneurismas sintomáticos ou assintomáticos que atingem os diâmetros críticos, ou que apresentam crescimento rápido. O prognóstico é bom com a intervenção eletiva, mas grave em caso de ruptura, ressaltando a importância do acompanhamento.
Em homens, a indicação para cirurgia eletiva de aneurisma de aorta abdominal assintomático é geralmente um diâmetro igual ou superior a 5,5 cm. Para mulheres, o limite costuma ser ligeiramente menor, em torno de 5,0 cm.
O acompanhamento é realizado com exames de imagem periódicos, como ultrassonografia abdominal ou tomografia computadorizada, para monitorar o crescimento do aneurisma. A frequência varia conforme o diâmetro inicial e a taxa de crescimento.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sexo masculino, tabagismo, hipertensão arterial, dislipidemia e história familiar de aneurisma. O tabagismo é o fator de risco modificável mais importante para o crescimento e ruptura.
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