Aneurisma de Aorta Abdominal: Conduta em AAA Assintomático

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020

Enunciado

Homem, 80 anos, assintomático, com achado em ultrassom de rotina de aneurisma de aorta abdominal infra-renal de 4,2 x 4,1 cm de diâmetros e 9,0 cm de extensão. Realizou então angiotomografia que confirmou achados do ultrassom mostrando ainda colo de 2,0 cm de extensão, lumem de 2,5 cm de diâmetro e saco aneurismático com trombos até próximo a bifurcação das ilíacas. Qual a conduta atual mais adequada para este caso?

Alternativas

  1. A) Tratamento endovascular minimamente invasivo.
  2. B) Cirurgia aberta convencional.
  3. C) Seguimento com exames de imagem a cada 6 meses.
  4. D) Cirurgia robótica transperitoneal.

Pérola Clínica

AAA assintomático < 5,5 cm: seguimento com exames de imagem a cada 6-12 meses.

Resumo-Chave

Aneurismas de aorta abdominal assintomáticos com diâmetro inferior a 5,5 cm em homens (ou 5,0 cm em mulheres) geralmente não requerem intervenção imediata devido ao baixo risco de ruptura. A conduta é o seguimento rigoroso com exames de imagem para monitorar o crescimento e intervir apenas se atingirem o limiar de tamanho ou apresentarem sintomas.

Contexto Educacional

O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma dilatação localizada da aorta abdominal, geralmente infra-renal, com um diâmetro que excede em 50% o diâmetro normal ou é maior que 3,0 cm. É uma condição comum, especialmente em idosos, tabagistas e pacientes com aterosclerose. A principal preocupação é o risco de ruptura, que é uma emergência médica com alta mortalidade. A maioria dos AAAs é assintomática e descoberta incidentalmente em exames de imagem. A conduta para um AAA assintomático depende do seu diâmetro. Para aneurismas menores que 5,5 cm em homens (e 5,0 cm em mulheres), o risco de ruptura é baixo, e a vigilância ativa com exames de imagem periódicos é a estratégia preferencial. O objetivo é monitorar o crescimento do aneurisma e intervir apenas quando o risco de ruptura superar o risco da cirurgia. No caso de um AAA assintomático de 4,2 x 4,1 cm, a conduta mais adequada é o seguimento com exames de imagem (ultrassonografia ou angiotomografia) a cada 6 a 12 meses. A intervenção cirúrgica (aberta ou endovascular) é reservada para aneurismas que atingem o limiar de 5,5 cm, que crescem rapidamente (>0,5 cm em 6 meses) ou que se tornam sintomáticos. A decisão entre cirurgia aberta e endovascular depende das características anatômicas do aneurisma e das condições clínicas do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual o diâmetro de um aneurisma de aorta abdominal que geralmente indica a necessidade de intervenção cirúrgica eletiva?

Para homens assintomáticos, a intervenção eletiva é geralmente indicada quando o diâmetro do AAA atinge 5,5 cm. Para mulheres, o limiar pode ser ligeiramente menor, em torno de 5,0 cm, devido ao menor tamanho corporal.

Com que frequência um aneurisma de aorta abdominal assintomático de 4,2 cm deve ser monitorado?

Um AAA assintomático com diâmetro entre 4,0 cm e 5,4 cm deve ser monitorado com exames de imagem (ultrassonografia ou angiotomografia) a cada 6 a 12 meses para avaliar o crescimento e a necessidade de intervenção futura.

Quais são os principais fatores de risco para a ruptura de um aneurisma de aorta abdominal?

Os principais fatores de risco para ruptura incluem o diâmetro do aneurisma (quanto maior, maior o risco), taxa de crescimento rápido, tabagismo, hipertensão arterial não controlada, sexo feminino e forma sacular do aneurisma.

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