CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Sobre o tratamento do aneurisma de aorta abdominal em paciente assintomático, é correto afirmar que:
AAA assintomático > 5,5 cm (homens) ou > 5,0 cm (mulheres) → Indicação de reparo cirúrgico.
O manejo do AAA baseia-se no equilíbrio entre o risco de ruptura (que aumenta exponencialmente com o diâmetro) e o risco cirúrgico; o limiar de 5,5 cm é o padrão-ouro para intervenção em homens assintomáticos.
O Aneurisma de Aorta Abdominal (AAA) é definido como uma dilatação focal da aorta abdominal com diâmetro superior a 3,0 cm ou um aumento de 50% em relação ao diâmetro normal. A maioria dos pacientes é assintomática até o momento da ruptura, que carrega uma mortalidade superior a 80%. Por isso, o rastreio (especialmente em homens tabagistas acima de 65 anos) e o manejo oportuno são cruciais. A decisão de intervir considera o diâmetro, a taxa de expansão e a anatomia do aneurisma. Embora o reparo endovascular (EVAR) tenha ganhado espaço por sua menor morbidade inicial, a cirurgia aberta permanece uma opção excelente para pacientes jovens e com baixo risco cirúrgico, devido à menor necessidade de reintervenções a longo prazo. O controle de fatores de risco, como cessação do tabagismo e controle pressórico, é obrigatório em todos os estágios da doença.
As principais indicações são: diâmetro transverso maior ou igual a 5,5 cm em homens (ou 5,0 cm em mulheres), crescimento rápido do aneurisma (maior que 0,5 cm em 6 meses ou 1,0 cm em 1 ano) ou presença de aneurismas saculares, que possuem maior risco intrínseco de ruptura comparados aos fusiformes.
O reparo aberto envolve laparotomia e substituição da aorta por uma prótese de Dacron, sendo mais invasivo mas com durabilidade a longo prazo consolidada. O EVAR é minimamente invasivo, realizado via femoral com a colocação de uma endoprótese; apresenta menor mortalidade perioperatória, porém exige acompanhamento rigoroso com imagem para detectar 'endoleaks' (vazamentos).
Aneurismas entre 3,0 e 3,9 cm podem ser acompanhados com USG a cada 3 anos. Entre 4,0 e 4,9 cm, o acompanhamento deve ser anual. Entre 5,0 e 5,4 cm, o seguimento deve ser mais rigoroso, geralmente a cada 6 meses, preparando o paciente para uma possível intervenção futura.
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