Manejo do Aneurisma de Aorta Abdominal Assintomático

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

Sobre o tratamento do aneurisma de aorta abdominal em paciente assintomático, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) Pacientes assintomáticos com diâmetro do aneurisma acima de 5,5 cm são indicados para cirurgia de reparo, seja por via aberta ou endovascular, devido ao risco elevado de ruptura.
  2. B) A observação clínica com ultrassonografias anuais é suficiente para pacientes com aneurisma acima de 6 cm, pois o risco de ruptura é mínimo.
  3. C) O tratamento com betabloqueadores deve ser iniciado em todos os pacientes com aneurisma de aorta abdominal, pois reduz o diâmetro do aneurisma e previne complicações.
  4. D) O reparo endovascular é contraindicado para pacientes assintomáticos, pois apresenta taxa de complicações pós-operatórias superior à da cirurgia aberta.

Pérola Clínica

AAA assintomático > 5,5 cm (homens) ou > 5,0 cm (mulheres) → Indicação de reparo cirúrgico.

Resumo-Chave

O manejo do AAA baseia-se no equilíbrio entre o risco de ruptura (que aumenta exponencialmente com o diâmetro) e o risco cirúrgico; o limiar de 5,5 cm é o padrão-ouro para intervenção em homens assintomáticos.

Contexto Educacional

O Aneurisma de Aorta Abdominal (AAA) é definido como uma dilatação focal da aorta abdominal com diâmetro superior a 3,0 cm ou um aumento de 50% em relação ao diâmetro normal. A maioria dos pacientes é assintomática até o momento da ruptura, que carrega uma mortalidade superior a 80%. Por isso, o rastreio (especialmente em homens tabagistas acima de 65 anos) e o manejo oportuno são cruciais. A decisão de intervir considera o diâmetro, a taxa de expansão e a anatomia do aneurisma. Embora o reparo endovascular (EVAR) tenha ganhado espaço por sua menor morbidade inicial, a cirurgia aberta permanece uma opção excelente para pacientes jovens e com baixo risco cirúrgico, devido à menor necessidade de reintervenções a longo prazo. O controle de fatores de risco, como cessação do tabagismo e controle pressórico, é obrigatório em todos os estágios da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações de cirurgia para AAA assintomático?

As principais indicações são: diâmetro transverso maior ou igual a 5,5 cm em homens (ou 5,0 cm em mulheres), crescimento rápido do aneurisma (maior que 0,5 cm em 6 meses ou 1,0 cm em 1 ano) ou presença de aneurismas saculares, que possuem maior risco intrínseco de ruptura comparados aos fusiformes.

Qual a diferença entre o reparo aberto e o endovascular (EVAR)?

O reparo aberto envolve laparotomia e substituição da aorta por uma prótese de Dacron, sendo mais invasivo mas com durabilidade a longo prazo consolidada. O EVAR é minimamente invasivo, realizado via femoral com a colocação de uma endoprótese; apresenta menor mortalidade perioperatória, porém exige acompanhamento rigoroso com imagem para detectar 'endoleaks' (vazamentos).

Como deve ser o seguimento de aneurismas pequenos?

Aneurismas entre 3,0 e 3,9 cm podem ser acompanhados com USG a cada 3 anos. Entre 4,0 e 4,9 cm, o acompanhamento deve ser anual. Entre 5,0 e 5,4 cm, o seguimento deve ser mais rigoroso, geralmente a cada 6 meses, preparando o paciente para uma possível intervenção futura.

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