CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2018
Em paciente com histórico de alergia ao PABA (ácido para-aminobenzóico), o colírio anestésico comercialmente disponível que pode ser utilizado é o:
Alergia ao PABA → Evitar ésteres (Tetracaína/Benoxinato); Proparacaína é a alternativa segura.
A maioria dos anestésicos tópicos são ésteres derivados do PABA. A proparacaína, embora seja um éster, deriva do ácido meta-aminobenzoico, não apresentando reação cruzada.
Anestésicos locais são divididos em ésteres e amidas. A maioria das reações alérgicas ocorre com os ésteres, pois seu metabolismo gera o ácido para-aminobenzoico (PABA), um conhecido alérgeno presente também em protetores solares. Na prática oftalmológica, a proparacaína 0,5% é o anestésico de escolha para pacientes com história de hipersensibilidade a outros anestésicos tópicos ou ao PABA, devido à sua estrutura química distinta (derivado meta). É importante distinguir a toxicidade epitelial (comum a todos) da verdadeira alergia imunológica.
A proparacaína (proxymetacaína) é um éster do ácido meta-aminobenzoico. A alergia ocorre tipicamente aos derivados do ácido para-aminobenzoico (PABA). Por essa diferença estrutural, não há reatividade cruzada.
A tetracaína e o benoxinato são os exemplos mais comuns de anestésicos tópicos que são ésteres derivados do PABA e devem ser evitados em pacientes sensibilizados.
Sim, a lidocaína é uma amida. Anestésicos do grupo amida não são metabolizados em PABA e são alternativas seguras, porém em oftalmologia a lidocaína tópica é menos comum que a proparacaína para uso em consultório.
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