AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Sobre os anestésicos locais, assinale a alternativa correta:
Ésteres (benzocaína, tetracaína) metabolizados por pseudocolinesterase → PABA.
Anestésicos locais do tipo éster são metabolizados pela pseudocolinesterase plasmática, gerando metabólitos como o PABA, que podem causar reações alérgicas. Sua eliminação renal é rápida, mas disfunção enzimática aumenta o risco de toxicidade.
Os anestésicos locais são fármacos amplamente utilizados para induzir analgesia reversível em uma área específica do corpo, sem causar perda de consciência. Seu mecanismo de ação principal envolve o bloqueio dos canais de sódio voltagem-dependentes nos axônios nervosos, impedindo a geração e a propagação do impulso nervoso. Essa ação é crucial para procedimentos cirúrgicos menores, odontológicos e no manejo da dor. Existem dois grupos químicos principais de anestésicos locais: os ésteres e as amidas. Os ésteres, como a benzocaína, clorprocaína e tetracaína, são caracterizados por possuírem uma ligação éster e são metabolizados no plasma pela enzima pseudocolinesterase. Esse metabolismo resulta na formação de metabólitos como o ácido para-aminobenzoico (PABA), que é um conhecido alérgeno e pode causar reações de hipersensibilidade. Por outro lado, os anestésicos locais do tipo amida, como a lidocaína, bupivacaína e ropivacaína, possuem uma ligação amida e são metabolizados principalmente no fígado pelo sistema citocromo P450. A disfunção hepática pode prolongar sua meia-vida e aumentar o risco de toxicidade. É fundamental compreender as diferenças no metabolismo e nos riscos associados a cada grupo para uma prática anestésica segura e eficaz.
Os anestésicos locais agem bloqueando os canais de sódio voltagem-dependentes na membrana neuronal, impedindo a entrada de sódio e, consequentemente, a despolarização e a propagação do potencial de ação.
Os dois grupos são ésteres e amidas. Os ésteres são metabolizados pela pseudocolinesterase plasmática, enquanto as amidas são metabolizadas no fígado pelo sistema citocromo P450.
Os ésteres são metabolizados em ácido para-aminobenzoico (PABA), um metabólito conhecido por ser alergênico, o que explica a maior incidência de reações de hipersensibilidade com este grupo.
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