HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Um paciente com ferimento corto-contuso em coxa direita apresenta-se na sala de sutura do pronto-socorro em que você está de plantão. Para a realização desta sutura você solicita um anestésico local para a infiltração. A técnica de enfermagem que está na sala de sutura informa da disponibilidade de lidocaína com e sem epinefrina e bupivacaína com e sem epinefrina. Dentre as alternativas abaixo, qual está correta sobre o uso de anestésicos locais?
Lidocaína dose máxima: 4,5 mg/kg (sem epinefrina) e 7 mg/kg (com epinefrina).
A adição de epinefrina aos anestésicos locais, como a lidocaína, atua como vasoconstritor, diminuindo a absorção sistêmica do fármaco. Isso prolonga a duração da anestesia, reduz o sangramento local e, crucialmente, permite uma dose total maior com menor risco de toxicidade sistêmica. A dose máxima de lidocaína com epinefrina é de 7 mg/kg, enquanto sem epinefrina é de 4,5 mg/kg.
O uso de anestésicos locais é fundamental na prática médica diária, especialmente em pronto-socorros para procedimentos como suturas de ferimentos. A escolha do anestésico e a dose correta são cruciais para garantir a eficácia e a segurança do paciente. Os anestésicos locais agem bloqueando a condução nervosa, impedindo a transmissão de impulsos dolorosos. A lidocaína é um dos anestésicos mais utilizados, com início de ação rápido e duração intermediária. A adição de epinefrina (adrenalina) é uma prática comum e estratégica. A epinefrina, um vasoconstritor, diminui o fluxo sanguíneo na área infiltrada, o que retarda a absorção sistêmica da lidocaína. Isso resulta em um efeito anestésico mais prolongado, menor sangramento local e, o mais importante, permite o uso de uma dose total maior de lidocaína com menor risco de toxicidade sistêmica. As doses máximas recomendadas são 4,5 mg/kg para lidocaína pura e 7 mg/kg para lidocaína com epinefrina. A bupivacaína, por sua vez, tem um início de ação mais lento, mas uma duração de efeito significativamente mais longa. No entanto, possui maior cardiotoxicidade em comparação com a lidocaína, o que limita suas doses máximas (2-3 mg/kg, com ou sem epinefrina) e exige cautela em pacientes com comorbidades cardíacas. É essencial que o profissional de saúde conheça as doses máximas e os potenciais efeitos adversos de cada anestésico para evitar complicações graves como toxicidade do SNC ou cardiovascular.
A epinefrina atua como vasoconstritor, diminuindo o fluxo sanguíneo local. Isso retarda a absorção sistêmica do anestésico, prolongando seu efeito, reduzindo o sangramento no campo operatório e permitindo o uso de uma dose total maior do anestésico com menor risco de toxicidade sistêmica.
Para lidocaína, a dose máxima é de 4,5 mg/kg sem epinefrina e 7 mg/kg com epinefrina. Para bupivacaína, a dose máxima é de 2 mg/kg sem epinefrina e 3 mg/kg com epinefrina (ou até 4 mg/kg em alguns contextos), devido à sua maior toxicidade.
A toxicidade dos anestésicos locais afeta principalmente o sistema nervoso central (SNC), causando sintomas como tontura, zumbido, convulsões, e o sistema cardiovascular (SCV), com bradicardia, arritmias e depressão miocárdica. A bupivacaína tem maior cardiotoxicidade.
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