Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2020
Em qual das áreas abaixo se deve evitar o uso de anestésicos locais com vasoconstritores para suturas de ferimentos cortantes?
Anestésicos com vasoconstritores são contraindicados em áreas de circulação terminal (dedos, nariz, orelha, pênis) → risco de isquemia/necrose.
O uso de anestésicos locais contendo vasoconstritores, como a epinefrina, em regiões com circulação terminal (dedos, nariz, orelha, pênis) pode levar à isquemia e necrose tecidual. A vasoconstrição prolongada nessas áreas, que possuem pouca circulação colateral, compromete o fluxo sanguíneo essencial para a viabilidade do tecido.
O uso de anestésicos locais é uma prática comum em diversos procedimentos médicos, desde suturas de ferimentos até pequenas cirurgias. A adição de vasoconstritores, como a epinefrina, é uma estratégia para prolongar o efeito anestésico, reduzir a toxicidade sistêmica do anestésico e diminuir o sangramento no local da injeção. No entanto, essa prática exige conhecimento das contraindicações para evitar complicações graves. A fisiopatologia da contraindicação reside na anatomia vascular de certas regiões do corpo. Áreas como os dedos das mãos e pés, nariz, orelhas e pênis são consideradas 'áreas de circulação terminal', o que significa que possuem pouca ou nenhuma circulação colateral. A vasoconstrição induzida pela epinefrina nessas regiões pode comprometer severamente o fluxo sanguíneo, levando à isquemia e, em casos graves, à necrose tecidual. O diagnóstico de uma complicação isquêmica é clínico, manifestando-se por dor intensa, palidez e cianose da área afetada. O tratamento de uma isquemia induzida por vasoconstritor envolve a reversão da vasoconstrição, geralmente com a injeção de vasodilatadores como a fentolamina. A prevenção é a chave, e os profissionais de saúde devem sempre verificar a composição do anestésico local e as características anatômicas da área a ser anestesiada. O prognóstico depende da rapidez do reconhecimento e tratamento da isquemia, sendo crucial para a preservação do tecido. Este conhecimento é fundamental para a segurança do paciente e para a prática clínica diária de residentes e estudantes de medicina.
Deve-se evitar o uso de anestésicos locais com vasoconstritores em áreas com circulação terminal, como dedos (mãos e pés), nariz, orelhas e pênis. Nessas regiões, a falta de circulação colateral aumenta o risco de isquemia e necrose tecidual devido à vasoconstrição prolongada.
A epinefrina é adicionada aos anestésicos locais para prolongar a duração da anestesia, diminuir a absorção sistêmica do anestésico (reduzindo a toxicidade) e promover hemostasia local. Ela age causando vasoconstrição nos vasos sanguíneos da área injetada.
Os principais riscos incluem isquemia tecidual, necrose e perda do membro ou apêndice afetado. A vasoconstrição intensa e prolongada pode comprometer o suprimento sanguíneo, levando à morte celular e tecidual, especialmente em áreas com pouca vascularização colateral.
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