PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Com frequência, na prática clínica, o cirurgião utiliza a associação de adrenalina aos anestésicos locais. Essa associação vai determinar o(a):
Adrenalina + anestésico local → ↓ absorção sistêmica → ↓ toxicidade e ↑ duração do efeito.
A adrenalina atua como vasoconstritor local, diminuindo o fluxo sanguíneo na área de aplicação do anestésico. Isso retarda a absorção sistêmica do anestésico, reduzindo sua concentração plasmática e, consequentemente, o risco de toxicidade sistêmica, além de prolongar o efeito anestésico local.
A associação de adrenalina aos anestésicos locais é uma prática comum na cirurgia e odontologia, visando otimizar o efeito anestésico e a segurança do paciente. Essa combinação é fundamental para procedimentos que demandam maior tempo de ação ou em áreas com risco de sangramento, sendo um conhecimento básico para residentes. A adrenalina atua como um potente vasoconstritor alfa-adrenérgico, diminuindo o fluxo sanguíneo no local da injeção. Isso retarda a absorção do anestésico para a circulação sistêmica, mantendo-o por mais tempo no local de ação. Consequentemente, a concentração plasmática do anestésico é reduzida, diminuindo o risco de toxicidade sistêmica. Além de prolongar a duração da anestesia e reduzir a toxicidade, a vasoconstrição induzida pela adrenalina também minimiza o sangramento local, facilitando o campo cirúrgico. Contudo, é crucial atentar para contraindicações, como em extremidades ou pacientes com cardiopatias graves, devido ao risco de isquemia ou efeitos cardiovasculares sistêmicos.
O principal benefício é a vasoconstrição local, que retarda a absorção sistêmica do anestésico, reduzindo a concentração plasmática e o risco de toxicidade sistêmica, além de prolongar o efeito anestésico.
Não, a adrenalina não tem um efeito significativo na latência (tempo para o início da ação) do anestésico local. Sua principal função é modular a duração e a segurança do bloqueio.
A adrenalina deve ser evitada em áreas com suprimento sanguíneo terminal (dedos, nariz, orelhas, pênis) devido ao risco de isquemia e necrose. Também deve ser usada com cautela em pacientes com doenças cardiovasculares graves.
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