CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2025
Em relação à anestesia local, é correto afirmar:
Vasoconstritor → ↓ absorção sistêmica + ↑ duração local + ↓ risco de toxicidade (LAST).
A adição de vasoconstritores aos anestésicos locais otimiza o bloqueio ao manter o fármaco no sítio alvo por mais tempo e reduzir seus níveis plasmáticos.
Os anestésicos locais agem bloqueando os canais de sódio dependentes de voltagem na membrana neuronal, impedindo a despolarização e a condução do impulso nervoso. A segurança clínica depende do equilíbrio entre a dose administrada e a taxa de absorção sistêmica. A Toxicidade Sistêmica dos Anestésicos Locais (LAST) é uma complicação grave que afeta o sistema nervoso central e cardiovascular. A adição de vasoconstritores é uma estratégia chave para aumentar a margem de segurança. No entanto, seu uso deve ser cauteloso em áreas com circulação terminal (embora evidências recentes questionem o risco absoluto em dedos) e em pacientes com doença cardiovascular grave. Outro ponto importante é o pH do tecido; em tecidos infectados (meio ácido), o anestésico local (que é uma base fraca) se ioniza mais, dificultando sua entrada na célula nervosa e reduzindo a eficácia do bloqueio.
Os vasoconstritores, como a epinefrina, promovem a constrição dos vasos sanguíneos no local da aplicação. Isso resulta em: 1) Redução da velocidade de absorção do anestésico para a corrente sanguínea; 2) Aumento da duração do efeito anestésico; 3) Redução do sangramento cirúrgico local; 4) Diminuição do pico plasmático do fármaco, reduzindo o risco de toxicidade sistêmica.
A maioria dos anestésicos locais utilizados clinicamente (como lidocaína e bupivacaína) são do tipo amida, cujo metabolismo é predominantemente hepático através do sistema citocromo P450. Em pacientes com insuficiência hepática grave, o clearance dessas drogas está reduzido, o que aumenta o risco de acúmulo e toxicidade sistêmica, exigindo redução da dose total administrada.
A hialuronidase é uma enzima que degrada o ácido hialurônico no tecido conjuntivo, agindo como um 'fator de difusão'. Quando associada a anestésicos (comumente em bloqueios oftalmológicos peribulbares), ela facilita a propagação do anestésico pelos tecidos, acelerando o início do bloqueio e aumentando a área de cobertura anestésica, ao contrário do que sugere a redução da extensão.
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