PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
O cirurgião tem a possibilidade de utilizar diferentes anestésicos locais e seus adjuvantes com o objetivo de fornecer anestesia e analgesia ao paciente. Ao se comparar a lidocaína com a ropivacaína é CORRETO afirmar:
Ropivacaína tem maior cardiotoxicidade que lidocaína, mas menor neurotoxicidade e maior seletividade motora.
A ropivacaína, um anestésico local amida, é menos lipossolúvel que a bupivacaína e a lidocaína, o que confere a ela um perfil de segurança cardiovascular mais favorável que a bupivacaína, mas ainda maior cardiotoxicidade que a lidocaína. Sua maior seletividade para bloqueio sensitivo em relação ao motor é uma vantagem em alguns procedimentos.
Os anestésicos locais são fármacos que bloqueiam reversivelmente a condução nervosa, impedindo a geração e propagação de impulsos nervosos. Eles são amplamente utilizados em diversas especialidades médicas para analgesia e anestesia regional. A escolha do anestésico local depende de fatores como o tipo de procedimento, duração desejada da ação, perfil de segurança do paciente e características farmacocinéticas e farmacodinâmicas do fármaco. Lidocaína e ropivacaína são dois dos anestésicos locais mais comuns, pertencentes à classe das amidas, mas com perfis distintos que são cruciais para a prática clínica. A lidocaína é um anestésico local de ação intermediária, com rápido início de ação e duração de cerca de 1 a 2 horas. É amplamente utilizada devido à sua eficácia e perfil de segurança relativamente bom. A ropivacaína, por sua vez, é um anestésico local de longa duração, com menor lipossolubilidade que a bupivacaína, o que lhe confere um perfil de cardiotoxicidade mais favorável que a bupivacaína, mas ainda superior à lidocaína. A ropivacaína também é conhecida por sua maior seletividade para o bloqueio sensitivo em relação ao motor, o que a torna útil em situações onde se deseja preservar a função motora, como na analgesia de parto. Em termos de toxicidade, a cardiotoxicidade é uma preocupação importante com os anestésicos locais, especialmente os de longa duração. A ropivacaína, embora mais segura que a bupivacaína, ainda possui maior potencial cardiotóxico que a lidocaína. A ligação proteica elevada da ropivacaína contribui para sua longa duração de ação, mas não para uma latência reduzida. A adrenalina é frequentemente associada a anestésicos locais para prolongar a duração de ação e reduzir a absorção sistêmica, mas essa associação não é uma característica exclusiva da ropivacaína e não é sempre comercializada em associação fixa. Compreender essas diferenças é fundamental para a segurança e eficácia da anestesia regional em residentes e profissionais de saúde.
A principal diferença é que a ropivacaína apresenta maior toxicidade cardíaca que a lidocaína. Embora a ropivacaína seja menos cardiotóxica que a bupivacaína, ela ainda é mais cardiotóxica que a lidocaína, que é considerada um anestésico local com menor risco cardiovascular.
O pKa de um anestésico local está inversamente relacionado à sua latência. Anestésicos com pKa mais próximo do pH fisiológico (7,4) terão uma maior fração não ionizada, que é a forma que atravessa as membranas neuronais, resultando em uma latência mais curta. A lidocaína tem um pKa mais baixo que a ropivacaína, o que contribui para sua latência mais rápida.
A ropivacaína é frequentemente preferida em bloqueios onde se deseja um bloqueio sensitivo predominante com menor bloqueio motor, como em analgesia de parto ou bloqueios contínuos. Isso se deve à sua maior seletividade para fibras nervosas sensitivas em doses clínicas, em comparação com a bupivacaína, e seu perfil de toxicidade mais favorável que a bupivacaína.
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