HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2022
Para realização de cesariana em pacientes com síndrome HELLEP, a anestesia de escolha é a:
Síndrome HELLP + cesariana → Anestesia Geral devido risco de coagulopatia e plaquetopenia.
Em pacientes com Síndrome HELLP, a anestesia geral é preferível para cesariana devido ao risco aumentado de coagulopatia e trombocitopenia, que contraindicam ou aumentam o risco de complicações com técnicas neuroaxiais como raquidiana ou peridural. A avaliação da contagem de plaquetas é crucial.
A Síndrome HELLP (Hemolysis, Elevated Liver enzymes, Low Platelets) é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por disfunção hepática, hemólise e trombocitopenia. Sua incidência varia de 0,5% a 0,9% de todas as gestações e de 10% a 20% das pacientes com pré-eclâmpsia grave. É uma condição que exige manejo rápido e adequado, com risco significativo para a mãe e o feto. A fisiopatologia envolve lesão endotelial generalizada, ativação plaquetária e coagulação intravascular, levando à microangiopatia e disfunção de múltiplos órgãos. O diagnóstico é laboratorial e a suspeita clínica deve ser alta em gestantes com pré-eclâmpsia que desenvolvem sintomas como dor epigástrica, náuseas, vômitos e mal-estar. A decisão sobre o tipo de anestesia para cesariana é crítica. A anestesia geral é a escolha preferencial em pacientes com Síndrome HELLP, especialmente na presença de trombocitopenia significativa (<70.000-100.000/mm³) ou coagulopatia, devido ao risco de hematoma neuroaxial com raquidiana ou peridural. O manejo deve incluir estabilização da paciente, controle da pressão arterial e, se necessário, transfusão de plaquetas antes do procedimento. O prognóstico materno e fetal melhora com o diagnóstico precoce e a intervenção adequada.
A anestesia geral é indicada devido ao risco de trombocitopenia e coagulopatia associadas à Síndrome HELLP, que aumentam o risco de hematoma e sangramento com técnicas neuroaxiais.
Os principais riscos são a formação de hematoma epidural ou raquidiano, devido à disfunção plaquetária e coagulopatia, que podem levar a sequelas neurológicas graves.
A contagem de plaquetas é um fator determinante. Geralmente, valores abaixo de 70.000-100.000/mm³ são considerados uma contraindicação relativa ou absoluta para anestesia neuroaxial.
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