Santa Casa de Cuiabá (MT) — Prova 2020
Paciente dá entrada na maternidade com diagnóstico de síndrome HELLP com 37.000 plaquetas e idade gestacional de 37 semanas. Indicado cesárea de urgência, a melhor anestesia nesse caso é:
Síndrome HELLP com plaquetas < 50.000 → contraindicação anestesia regional → anestesia geral para cesárea de urgência.
A plaquetopenia grave na Síndrome HELLP (<50.000/mm³) é uma contraindicação absoluta para anestesia regional (raquidiana ou peridural) devido ao risco elevado de hematoma espinhal ou epidural, que pode causar sequelas neurológicas permanentes. Nesses casos, a anestesia geral é a opção mais segura para a cesárea de urgência.
A Síndrome HELLP é uma complicação grave e potencialmente fatal da pré-eclâmpsia, que exige manejo multidisciplinar e rápido. A decisão sobre o tipo de anestesia para a cesárea de urgência é crítica e deve considerar a segurança materna e fetal. A plaquetopenia é um dos pilares diagnósticos da Síndrome HELLP e representa um desafio significativo para o anestesiologista. A anestesia regional, embora preferível em muitas cesáreas por seus benefícios maternos e fetais, é contraindicada na presença de coagulopatia grave, como a plaquetopenia acentuada. O risco de hematoma no neuroeixo é uma complicação devastadora que deve ser evitada a todo custo. Portanto, a anestesia geral, com suas próprias considerações e riscos, torna-se a escolha mais segura e apropriada para garantir a desfecho favorável da mãe e do bebê, minimizando complicações relacionadas à coagulação. O conhecimento aprofundado das indicações e contraindicações de cada técnica anestésica é essencial para o residente que atua em obstetrícia e emergências.
A plaquetopenia grave aumenta significativamente o risco de sangramento no local da punção da anestesia regional (raquidiana ou peridural), podendo formar um hematoma epidural ou espinhal que comprime a medula, causando déficits neurológicos permanentes.
Embora não haja um consenso absoluto, geralmente, contagens de plaquetas abaixo de 75.000-100.000/mm³ são consideradas de alto risco para anestesia regional. Em casos de Síndrome HELLP, com plaquetas abaixo de 50.000/mm³, a anestesia regional é formalmente contraindicada.
Os riscos da anestesia geral incluem intubação difícil (devido a edema de vias aéreas), aspiração pulmonar (devido a esvaziamento gástrico retardado), e instabilidade hemodinâmica. No entanto, em casos de coagulopatia grave, esses riscos são considerados menores do que os da anestesia regional.
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