HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
Anestesia regional tem sido usada com sucesso em gestantes, permitindo que a paciente participe ativamente nos processos de trabalho de parto. Pode ser usada quando há dificuldade antecipada com intubação e preferida em mulheres com pré-eclâmpsia.No entanto, NÃO é indicada:
Trombocitopenia grave ou coagulopatia → contraindicação absoluta para anestesia regional em gestantes.
A trombocitopenia, especialmente se grave, aumenta significativamente o risco de hematoma epidural ou espinhal, uma complicação neurológica devastadora da anestesia regional. Por isso, distúrbios de coagulação são contraindicações absolutas para essa técnica.
A anestesia regional, como a peridural e a raquianestesia, é amplamente utilizada em obstetrícia devido aos seus benefícios para a mãe e o feto, permitindo alívio da dor e participação materna no parto. Ela é particularmente vantajosa em situações como dificuldade antecipada de intubação (comum em gestantes devido a alterações anatômicas) e em pacientes com pré-eclâmpsia, onde ajuda a controlar a pressão arterial e a reduzir o estresse cardiovascular. No entanto, existem contraindicações importantes que devem ser rigorosamente avaliadas. A mais crítica delas é a presença de coagulopatias, incluindo a trombocitopenia grave. A punção neuroaxial em um paciente com distúrbio de coagulação aumenta exponencialmente o risco de formação de um hematoma epidural ou espinhal, uma complicação rara, mas que pode causar compressão medular e déficits neurológicos permanentes. Outras contraindicações incluem infecção no local da punção, hipovolemia não corrigida, aumento da pressão intracraniana e recusa da paciente. Para residentes, é fundamental compreender a fisiologia da coagulação na gravidez e as implicações da trombocitopenia, que pode ser causada por condições como pré-eclâmpsia grave, síndrome HELLP ou púrpura trombocitopênica idiopática. A avaliação cuidadosa dos exames laboratoriais (contagem de plaquetas, coagulograma) e da história clínica é indispensável antes de indicar qualquer técnica de anestesia regional, garantindo a segurança materna e fetal.
As principais contraindicações incluem coagulopatias (como trombocitopenia grave), infecção no local da punção, hipovolemia não corrigida, recusa da paciente e algumas condições neurológicas preexistentes.
A trombocitopenia aumenta o risco de sangramento no espaço epidural ou subaracnoideo, podendo levar à formação de um hematoma que comprime a medula espinhal, resultando em danos neurológicos permanentes.
Não há um consenso absoluto, mas geralmente uma contagem plaquetária acima de 75.000-100.000/mm³ é considerada aceitável para anestesia neuroaxial, desde que não haja outras evidências de disfunção plaquetária ou coagulopatia.
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