HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Paciente do sexo masculino, 45 anos de idade, com histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) moderada a grave, é agendado para uma cirurgia eletiva para reparação de hérnia inguinal. Possui função cardíaca preservada. Qual das seguintes opções é a técnica anestésica mais apropriada para este paciente, considerando seu quadro?
DPOC moderada/grave + cirurgia inguinal → Anestesia regional (bloqueio espinhal) minimiza complicações pulmonares.
Em pacientes com DPOC, a anestesia regional, como o bloqueio espinhal, é preferível para cirurgias abaixo do umbigo, pois evita a manipulação das vias aéreas e a ventilação mecânica, reduzindo o risco de exacerbação da DPOC e complicações pulmonares pós-operatórias.
A escolha da técnica anestésica em pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é crucial para minimizar complicações pós-operatórias. A DPOC é uma condição respiratória crônica que aumenta significativamente o risco de eventos adversos pulmonares após cirurgia, especialmente com anestesia geral que envolve intubação e ventilação mecânica. A avaliação pré-operatória deve focar na otimização da função pulmonar e na identificação de comorbidades. A fisiopatologia da DPOC envolve inflamação crônica das vias aéreas e destruição do parênquima pulmonar, levando a limitação do fluxo aéreo. A anestesia geral pode exacerbar essa condição, causando broncoespasmo, retenção de secreções e dificuldade de desmame ventilatório. A anestesia regional, como o bloqueio espinhal ou peridural, é uma alternativa segura e eficaz para cirurgias abaixo do diafragma, pois preserva a função respiratória e evita a manipulação das vias aéreas. Para cirurgias de hérnia inguinal em pacientes com DPOC, o bloqueio espinhal é frequentemente a técnica de escolha. Ele proporciona analgesia e relaxamento muscular adequados com menor impacto na função pulmonar, resultando em menor incidência de complicações respiratórias pós-operatórias, menor tempo de internação e recuperação mais rápida. É fundamental que o anestesiologista avalie individualmente cada paciente, considerando a gravidade da DPOC e o tipo de cirurgia.
A anestesia regional evita a intubação traqueal e a ventilação mecânica, reduzindo o risco de broncoespasmo, atelectasias e infecções pulmonares pós-operatórias, comuns em pacientes com DPOC.
Os riscos incluem exacerbação da DPOC, broncoespasmo, pneumonia associada à ventilação, atelectasias e insuficiência respiratória pós-operatória, devido à manipulação das vias aéreas e efeitos dos anestésicos inalatórios.
O bloqueio do plexo inguinal pode ser uma alternativa para cirurgias mais superficiais ou como adjuvante, mas o bloqueio espinhal oferece anestesia mais completa e confiável para a reparação de hérnia inguinal.
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