ENARE/ENAMED — Prova 2022
Um paciente que será submetido a uma cirurgia teve indicação de anestesia raquidiana pela equipe de anestesia. Assinale a alternativa que apresenta somente informações corretas sobre esse bloqueio anestésico e que podem ser fornecidas ao paciente.
Raquianestesia evita manipulação da via aérea e riscos da intubação orotraqueal, sendo uma alternativa segura para muitos pacientes.
A anestesia raquidiana é uma técnica de bloqueio neuraxial que, ao induzir anestesia e analgesia em uma região específica do corpo, evita a necessidade de intubação orotraqueal e as complicações associadas à anestesia geral e ao manejo da via aérea, como trauma de via aérea, aspiração e laringoespasmo.
A anestesia raquidiana, ou raquianestesia, é uma técnica de bloqueio neuraxial amplamente utilizada em diversas cirurgias, especialmente as de membros inferiores, abdome inferior e períneo. Consiste na injeção de anestésico local no espaço subaracnoideo, resultando em bloqueio sensitivo e motor. É uma alternativa importante à anestesia geral, com um perfil de segurança bem estabelecido e vantagens específicas que devem ser comunicadas ao paciente. Uma das maiores vantagens da raquianestesia é que ela evita completamente a manipulação da via aérea, o que é um benefício significativo para pacientes com via aérea difícil ou com risco aumentado de complicações pulmonares. Ao não necessitar de intubação orotraqueal, elimina-se o risco de trauma de via aérea, laringoespasmo, broncoespasmo e aspiração pulmonar, que são complicações potenciais da anestesia geral. Isso contribui para uma recuperação pós-operatória mais suave em muitos casos. No entanto, é importante que o paciente seja informado sobre os possíveis efeitos colaterais, como hipotensão e bradicardia, que são comuns devido ao bloqueio simpático, e a cefaleia pós-punção, embora de baixa incidência e mais frequente em pacientes jovens e do sexo feminino. Contraindicações absolutas incluem coagulopatias não corrigidas, infecção no local da punção, hipovolemia grave e recusa do paciente. A escolha da técnica anestésica é sempre individualizada, considerando o tipo de cirurgia, as condições clínicas do paciente e as preferências do anestesiologista.
As principais vantagens da anestesia raquidiana incluem a preservação da consciência do paciente (se desejado), a ausência de manipulação da via aérea, menor incidência de náuseas e vômitos pós-operatórios em comparação com a anestesia geral, e um melhor controle da dor pós-operatória.
Sim, a anestesia raquidiana evita as complicações da intubação orotraqueal e da anestesia geral, como trauma de via aérea, rouquidão, dor de garganta, aspiração pulmonar, laringoespasmo e broncoespasmo, pois não requer a inserção de um tubo na traqueia.
Os efeitos colaterais mais comuns da raquianestesia incluem hipotensão (queda da pressão arterial), bradicardia (diminuição da frequência cardíaca), náuseas e, em alguns casos, retenção urinária. A cefaleia pós-punção é uma complicação menos comum, mas conhecida.
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