UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
Paciente de 56 anos, tabagista, foi diagnosticado com adenocarcinoma de pulmão. Após estadiamento da doença, será submetido a uma lobectomia aberta para ressecção do tumor. Que planejamento anestésico, dentre os abaixo, deveria ser empregado para que sejam obtidos os melhores desfechos perioperátorios?
Lobectomia pulmonar → Anestesia geral + analgesia peridural torácica contínua = melhores desfechos perioperatórios.
A associação de anestesia geral com analgesia peridural torácica contínua é a estratégia anestésica mais eficaz para lobectomias pulmonares. Ela proporciona melhor controle da dor pós-operatória, reduzindo complicações pulmonares e cardiovasculares, e otimizando a recuperação do paciente.
O manejo anestésico em cirurgias torácicas, como a lobectomia para adenocarcinoma de pulmão, é um desafio complexo que exige uma abordagem multimodal para garantir a segurança do paciente e otimizar os desfechos perioperatórios. A incidência de câncer de pulmão é alta, e a cirurgia é frequentemente curativa em estágios iniciais, tornando o planejamento anestésico um pilar fundamental. A fisiopatologia da dor pós-operatória em cirurgia torácica é intensa, envolvendo incisões na parede torácica, manipulação pulmonar e drenos. A combinação de anestesia geral com analgesia peridural torácica contínua permite um bloqueio eficaz da transmissão da dor, reduzindo a necessidade de opioides sistêmicos e seus efeitos adversos. A suspeita de dor intensa e a necessidade de ventilação unipulmonar são indicativos claros para essa abordagem. O tratamento da dor pós-operatória com analgesia peridural torácica contínua melhora a função pulmonar, facilita a tosse e a mobilização precoce, diminuindo a incidência de atelectasias e pneumonia. O prognóstico é melhorado com a recuperação mais rápida e a redução do tempo de internação. É crucial monitorar a pressão arterial e a frequência cardíaca devido aos efeitos simpaticolíticos do bloqueio peridural.
A analgesia peridural torácica é crucial para o controle eficaz da dor pós-operatória, permitindo uma melhor ventilação pulmonar, mobilização precoce e redução de complicações respiratórias e cardiovasculares.
Uma anestesia inadequada pode levar a dor intensa, atelectasias, pneumonia, insuficiência respiratória, instabilidade hemodinâmica e prolongamento do tempo de internação, impactando negativamente a recuperação.
A raquianestesia não é a técnica de escolha para lobectomias pulmonares devido à sua duração limitada e nível de bloqueio que pode não ser adequado para o controle da dor torácica incisional e visceral prolongada.
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