HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Paciente com 20 anos vítima de atropelamento dá entrada na sala de emergência com alteração do nível de consciência, com choque compensado com utilização de ringer lactato e uso hemocomponentes. Ao exame o paciente apresenta fratura exposta de fêmur direito com moderada quantidade de sangramento local e com imobilização realizada pela equipe do pré-hospitalar. Em relação ao tipo de anestesia para este tratamento cirúrgico ortopédico assinale a alternativa CORRETA:
Paciente traumatizado com alteração de consciência e choque → Anestesia geral é a escolha segura.
Em pacientes traumatizados com alteração do nível de consciência e instabilidade hemodinâmica (mesmo que compensada), a anestesia geral é preferível. Anestesias regionais podem agravar o choque ou ser contraindicadas pela coagulopatia e dificultar o manejo da via aérea e monitoramento neurológico.
O manejo anestésico do paciente politraumatizado é um dos maiores desafios na prática médica, exigindo decisões rápidas e precisas. Em casos de trauma grave com alteração do nível de consciência e sinais de choque (mesmo que compensado por ressuscitação volêmica), a escolha da técnica anestésica é crucial para a segurança do paciente e o sucesso cirúrgico. A alteração do nível de consciência em um paciente traumatizado impõe um risco significativo de aspiração pulmonar, tornando o controle da via aérea uma prioridade. A anestesia geral com intubação orotraqueal permite a proteção da via aérea e a ventilação controlada. Além disso, em um paciente com choque (mesmo compensado), a anestesia regional pode induzir vasodilatação e hipotensão, desestabilizando o quadro hemodinâmico. A anestesia geral oferece maior controle sobre a hemodinâmica e a ventilação, permitindo ajustes rápidos conforme a necessidade. A monitorização invasiva é fundamental. Embora anestesias regionais possam ser úteis em outros contextos ortopédicos, no trauma grave com instabilidade e alteração neurológica, os riscos superam os benefícios, tornando a anestesia geral a opção mais segura e eficaz para o tratamento cirúrgico da fratura exposta de fêmur.
A anestesia geral permite o controle total da via aérea, essencial para proteger contra aspiração em pacientes com rebaixamento de consciência, e facilita o manejo hemodinâmico em um cenário de instabilidade, permitindo ajustes rápidos.
Anestesias regionais podem causar vasodilatação e hipotensão, descompensando um choque previamente compensado. Além disso, a coagulopatia comum no trauma pode aumentar o risco de hematomas em bloqueios neuroaxiais, tornando-as menos seguras.
Os desafios incluem controle da dor, reposição volêmica e de hemocomponentes, prevenção de hipotermia, manejo da via aérea e otimização hemodinâmica, tudo isso enquanto se prepara para uma cirurgia de emergência sob condições de estresse.
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