INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2015
Uma menina de 7 anos de idade é levada à Unidade Básica de Saúde devido a acidente doméstico com ferimento corto-contuso do antebraço direito. A lesão tem, aproximadamente, 12 cm de extensão, bordas regulares com sangramento discreto e não ultrapassa a fáscia muscular. A criança pesa 20 quilogramas. Para a realização da sutura, dispõe-se de todo material cirúrgico e de duas apresentações de anestésico local: lidocaína a 1% sem vasoconstritor e lidocaína a 1% com vasoconstrictor. A vacinação antitetânica está em dia. Após explicar o procedimento à paciente e à mãe, realizar a antissepsia e a colocação de campos cirúrgicos, a técnica anestésica mais adequada é:
Infiltração em pele sadia ao redor da ferida → técnica segura e eficaz para sutura.
A técnica de infiltração na pele sadia ao redor da lesão minimiza o risco de levar contaminantes da superfície para o tecido profundo, sendo a lidocaína sem vasoconstritor a escolha padrão segura.
A anestesia local é o primeiro passo para uma sutura de qualidade. A lidocaína é o anestésico do grupo amida mais utilizado devido ao seu rápido início de ação e perfil de segurança. Em pediatria, o manejo da dor e a técnica atraumática são essenciais. A escolha entre infiltrar a pele íntegra ou as bordas da ferida depende do grau de contaminação e da cooperação do paciente, sempre respeitando os limites de dose para evitar a toxicidade sistêmica (SNA e cardiovascular).
A infiltração através da pele sadia ao redor do ferimento é tradicionalmente recomendada para evitar a introdução de bactérias ou detritos presentes na ferida aberta para os tecidos profundos adjacentes. No entanto, na prática clínica atual, a infiltração pelas bordas internas da ferida é frequentemente utilizada por ser menos dolorosa, já que a agulha passa por tecido já exposto.
O uso de vasoconstritores (como a adrenalina) junto à lidocaína prolonga a duração do efeito anestésico, reduz o sangramento local e diminui a absorção sistêmica do fármaco, reduzindo o risco de toxicidade. Contudo, deve ser evitado em áreas de circulação terminal devido ao risco de isquemia e necrose tecidual.
Para a lidocaína a 1% sem vasoconstritor, a dose máxima recomendada é de aproximadamente 4-5 mg/kg. Para uma criança de 20 kg, isso equivale a 80-100 mg (ou 8-10 ml de lidocaína a 1%). Com vasoconstritor, a dose pode chegar a 7 mg/kg.
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