HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Os diagnósticos diferenciais de anemias hipocrômicas/microcíticas incluem:
Anemias hipocrômicas/microcíticas → Deficiência de ferro, talassemias, anemia sideroblástica, anemia de doença crônica.
As anemias hipocrômicas e microcíticas são caracterizadas por VCM e HCM baixos. A deficiência de ferro é a causa mais comum, mas é crucial considerar talassemias (por alteração na síntese de globina), anemia sideroblástica (por defeito na síntese do heme) e anemia de doença crônica (que pode ser normo/normo ou hipo/micro).
As anemias hipocrômicas e microcíticas são um grupo comum de distúrbios hematológicos caracterizados por hemácias pequenas (volume corpuscular médio - VCM baixo) e pálidas (hemoglobina corpuscular média - HCM baixa). A prevalência varia globalmente, sendo a deficiência de ferro a causa mais comum, afetando bilhões de pessoas, especialmente mulheres em idade fértil e crianças. O reconhecimento precoce e o diagnóstico diferencial correto são cruciais para um manejo eficaz e para evitar complicações a longo prazo. A fisiopatologia dessas anemias envolve distúrbios na síntese de hemoglobina. Na deficiência de ferro, há falta do substrato essencial para a heme, enquanto nas talassemias, há um defeito genético na síntese das cadeias de globina. A anemia sideroblástica, por sua vez, resulta de um problema na incorporação do ferro ao heme. O diagnóstico baseia-se em exames laboratoriais como hemograma completo (VCM, HCM, RDW), perfil de ferro (ferro sérico, ferritina, capacidade total de ligação do ferro) e, se necessário, eletroforese de hemoglobina ou biópsia de medula óssea. O tratamento é direcionado à causa subjacente. A deficiência de ferro é tratada com suplementação de ferro. As talassemias podem exigir transfusões sanguíneas regulares e quelação de ferro, dependendo da gravidade. A anemia sideroblástica pode responder à piridoxina (vitamina B6) em alguns casos, ou necessitar de outras terapias. A compreensão desses diferenciais é fundamental para o residente, pois um diagnóstico incorreto pode levar a tratamentos ineficazes e desfechos adversos.
As principais causas incluem deficiência de ferro (a mais comum), talassemias, anemia sideroblástica e, em alguns casos, anemia de doença crônica.
A anemia ferropriva cursa com ferritina baixa e RDW elevado, enquanto as talassemias apresentam ferritina normal/alta e RDW geralmente normal. A eletroforese de hemoglobina confirma talassemias.
A anemia sideroblástica é um grupo de anemias caracterizadas por um defeito na síntese do heme, levando ao acúmulo de ferro nas mitocôndrias dos eritroblastos (sideroblastos em anel). Pode ser congênita ou adquirida e é hipocrômica microcítica.
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