SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
A anemia sideroblástica é uma forma rara de anemia caracterizada por:
Anemia sideroblástica = acúmulo de ferro nos mitocôndrios dos precursores eritroides na medula óssea.
A anemia sideroblástica é caracterizada por uma eritropoiese ineficaz, onde há um defeito na síntese do heme, levando ao acúmulo de ferro não utilizado dentro das mitocôndrias dos eritroblastos, formando os sideroblastos em anel.
A anemia sideroblástica é um grupo heterogêneo de anemias raras, caracterizadas por uma eritropoiese ineficaz e a presença de sideroblastos em anel na medula óssea. Essa condição pode ser congênita ou adquirida, e sua compreensão é fundamental para o diagnóstico diferencial das anemias, especialmente as microcíticas e hipocrômicas. A fisiopatologia central da anemia sideroblástica envolve um defeito na síntese do heme, componente essencial da hemoglobina. Esse defeito impede a utilização eficiente do ferro para a produção de hemoglobina, resultando no acúmulo de ferro não incorporado dentro das mitocôndrias dos precursores eritroides na medula óssea. Esses precursores, quando corados com azul da Prússia (coloração de Perls), mostram um anel de grânulos de ferro ao redor do núcleo, caracterizando os sideroblastos em anel. O diagnóstico é feito pela biópsia de medula óssea com coloração de Perls, que revela os sideroblastos em anel. O tratamento varia conforme a causa, podendo incluir piridoxina (vitamina B6) em casos responsivos, transfusões sanguíneas para anemia grave e quelantes de ferro para sobrecarga. É crucial diferenciar a anemia sideroblástica de outras anemias para instituir a terapia correta e evitar complicações da sobrecarga de ferro.
A principal característica é a presença de sideroblastos em anel na medula óssea, que são eritroblastos com grânulos de ferro acumulados ao redor do núcleo, visíveis com coloração de Perls.
O defeito reside na síntese do heme, uma parte essencial da hemoglobina. Isso impede a incorporação adequada do ferro ao heme, levando ao seu acúmulo nas mitocôndrias dos precursores eritroides.
Pode ser congênita (ligada ao X ou autossômica) ou adquirida, sendo esta última frequentemente associada a síndromes mielodisplásicas, alcoolismo, deficiência de cobre ou uso de certos medicamentos (ex: isoniazida).
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