TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2023
Em relação às anemias, assinale a alternativa correta.
Anemia + Reticulocitose → Sangramento agudo ou Hemólise (Anemia Regenerativa).
O aumento de reticulócitos indica uma resposta medular adequada à perda de hemácias, sendo característico de sangramentos agudos ou processos hemolíticos.
A abordagem diagnóstica das anemias baseia-se inicialmente na morfologia (VCM) e na resposta medular (reticulócitos). Anemias com reticulocitose sugerem que o problema é periférico (perda ou destruição), enquanto reticulocitopenia sugere falha na produção central. Medicamentos como metformina podem causar deficiência de B12 a longo prazo, mas não lidocaína ou lorazepam. Inibidores de SGLT2, curiosamente, tendem a aumentar o hematócrito via hemoconcentração e estímulo à eritropoietina, não diminuir.
Uma anemia é classificada como regenerativa quando a medula óssea responde adequadamente à diminuição da massa eritrocitária, aumentando a produção de novas hemácias. Isso é evidenciado pelo aumento do Índice de Produção de Reticulócitos (IPR > 2). As principais causas são hemólise e sangramento agudo. Nesses casos, a medula está íntegra e possui os substratos necessários (ferro, B12, folato) para a eritropoiese, reagindo ao estímulo da eritropoietina gerado pela hipóxia tecidual.
No sangramento agudo, a perda de sangue total inicialmente não altera a concentração de hemoglobina devido à perda proporcional de plasma e células. Após a hemodiluição compensatória, observa-se uma anemia normocítica e normocrômica. Em poucos dias, a medula óssea aumenta a liberação de reticulócitos na circulação, tornando a anemia regenerativa. Se o sangramento se tornar crônico, a depleção dos estoques de ferro levará a uma anemia microcítica e hipocrômica (ferropriva), que é tipicamente arregenerativa.
Um erro frequente é não corrigir a contagem de reticulócitos pelo hematócrito do paciente e pelo tempo de maturação dos reticulócitos no sangue periférico (efeito shift). Em anemias graves, os reticulócitos são liberados precocemente da medula (vivendo mais tempo no sangue), o que pode superestimar a produção real se não for aplicado o fator de correção adequado no cálculo do Índice de Produção de Reticulócitos (IPR).
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