FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
A anemia é definida como a concentração de hemoglobina abaixo do segundo desvio-padrão da média da distribuição da hemoglobina para população de mesma idade e sexo, vivendo na mesma altitude. Quanto à anemia fisiológica em prematuros, é CORRETO afirmar:
Anemia prematuridade = mecanismo fisiológico similar ao termo, mas mais precoce e intenso.
A anemia fisiológica da prematuridade compartilha mecanismos com a anemia fisiológica do termo, mas é mais acentuada, ocorre mais cedo (4-12 semanas) e atinge um nadir de hemoglobina mais baixo devido à imaturidade da eritropoiese, menor vida útil das hemácias e perdas sanguíneas.
A anemia fisiológica do recém-nascido é um processo normal de adaptação à vida extrauterina, caracterizado por uma queda gradual nos níveis de hemoglobina após o nascimento. Em prematuros, essa condição é exacerbada e conhecida como "anemia da prematuridade", sendo mais pronunciada, ocorrendo mais cedo e atingindo um nadir de hemoglobina mais baixo em comparação com recém-nascidos a termo. O mecanismo subjacente é semelhante ao da anemia fisiológica do termo, envolvendo a supressão da produção de eritropoetina após o aumento da oxigenação tecidual pós-parto, a menor vida útil das hemácias fetais (35-50 dias em prematuros vs. 90 dias em termo), e o rápido crescimento que leva à hemodiluição. No entanto, em prematuros, a imaturidade da medula óssea e a resposta inadequada da eritropoetina à hipóxia contribuem para a maior gravidade. A anemia da prematuridade geralmente se manifesta entre 4 a 12 semanas de vida. Fatores adicionais que contribuem incluem as frequentes flebotomias para exames laboratoriais e a deficiência de ferro. O manejo pode incluir suplementação de ferro, transfusões sanguíneas em casos sintomáticos ou graves, e, em algumas situações, eritropoetina recombinante. É crucial monitorar os níveis de hemoglobina e hematócrito para intervir adequadamente.
O mecanismo envolve a supressão da produção de eritropoetina após o nascimento, a menor vida útil das hemácias fetais (35-50 dias), o rápido crescimento do prematuro que dilui o volume sanguíneo e as perdas sanguíneas por flebotomias frequentes.
A anemia da prematuridade geralmente atinge seu nadir (ponto mais baixo de hemoglobina) entre 4 a 12 semanas de vida, sendo mais precoce e mais pronunciada do que em recém-nascidos a termo.
Além dos mecanismos fisiológicos, a imaturidade da medula óssea, a resposta inadequada da eritropoetina à hipóxia, o rápido crescimento e as perdas sanguíneas iatrogênicas por exames laboratoriais contribuem para a maior gravidade.
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