HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020
Pacientes de elevado risco cirúrgico (mortalidade pós-operatória esperada maior que 5%) devem ser avaliados detalhadamente e preparados de forma adequada antes da cirurgia, especialmente os pacientes com doença isquêmica cardíaca. Sr. Joanes de 73 anos, que será submetido a uma cirurgia de grande porte (colectomia esquerda) por um câncer (adenocarciona) do colo esquerdo daqui a um dia. Apresenta história de Diabetes controlado com Metformina, Hipertensão controlada com Losartana, Revascularização do miocárdio há 5 anos fazendo uso apenas de Aspirina. Aos exames apresenta uma hemoglobina de 7,0 g/dL, os demais exames estão normais. Para adequar esse paciente para a cirurgia, a sua melhor conduta seria:
Anemia grave (Hb < 8 g/dL) em cirurgia de grande porte → Transfusão de hemácias para otimização pré-operatória.
Pacientes com anemia significativa (Hb < 8 g/dL, especialmente < 7 g/dL) que serão submetidos a cirurgias de grande porte, principalmente em caráter de urgência ou com alto risco cardiovascular, devem ter a anemia corrigida com transfusão de concentrado de hemácias para otimizar o transporte de oxigênio e reduzir complicações perioperatórias.
A anemia pré-operatória é uma condição comum e um fator de risco independente para morbimortalidade em pacientes cirúrgicos, especialmente em idosos e naqueles submetidos a cirurgias de grande porte ou com comorbidades cardiovasculares. A identificação e o manejo adequado da anemia são cruciais para otimizar o paciente antes do procedimento. A prevalência de anemia pode chegar a 30-40% em pacientes cirúrgicos, e sua correção visa melhorar a capacidade de transporte de oxigênio e a reserva fisiológica. A fisiopatologia da anemia pré-operatória envolve diversos fatores, incluindo deficiência de ferro, inflamação crônica (comum em pacientes com câncer), deficiência de vitaminas e perdas sanguíneas. O diagnóstico é feito pela dosagem da hemoglobina. Em casos de anemia grave (Hb < 8 g/dL ou < 7 g/dL, dependendo do contexto clínico e risco do paciente), a transfusão de concentrado de hemácias é a intervenção mais rápida e eficaz para restaurar a capacidade de transporte de oxigênio. O tratamento da anemia pré-operatória deve ser individualizado. Em situações de cirurgia eletiva com tempo hábil, a investigação da causa da anemia e o tratamento específico (ex: ferro oral ou intravenoso) são preferíveis. No entanto, em cirurgias que não podem ser adiadas e com anemia grave, a transfusão de hemácias é a conduta de escolha para reduzir os riscos perioperatórios. A decisão deve considerar o tipo de cirurgia, as comorbidades do paciente e o grau de anemia.
Operar com anemia grave aumenta o risco de complicações cardiovasculares, infecções, tempo de internação prolongado e mortalidade, devido à redução da capacidade de transporte de oxigênio aos tecidos.
O limiar para transfusão pré-operatória varia, mas geralmente é considerado para hemoglobina abaixo de 7-8 g/dL, especialmente em cirurgias de grande porte, pacientes com comorbidades cardíacas ou risco de sangramento significativo.
O sulfato ferroso é eficaz para anemia ferropriva, mas seu efeito é lento. Em um paciente com cirurgia de grande porte agendada para o dia seguinte e hemoglobina de 7,0 g/dL, a transfusão de hemácias é a única forma de correção rápida e eficaz.
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